Cerca de 150 propriedades rurais já precisam ser abastecidas com água em Passos Maia

‘Estamos na iminência de decretar situação de emergência’, diz prefeito Leomar Listoni

Por Jhonatan Coppini

19/09/2019 15:14 - Atualizado em 19/09/2019 15:38



Ponte Baixa, no interior de Passos Maia, antes da chuva desta quinta-feira, dia 19 (Foto: Defesa Civil)

A chuva desta quinta-feira, dia 19, deve amenizar um pouco a situação da estiagem que afeta grande parte das comunidades do interior de Passos Maia. Cerca de 150 propriedades já precisam ser abastecidas com água pela administração municipal, que tem dois veículos com reservatórios de seis mil litros cada percorrendo diariamente todo o interior do município.

 

O baixo volume de chuva nos últimos tempos aumentou o drama de muitas cidades da região. Até esta quarta-feira, dia 18, nove municípios já tinham decretado situação de emergência em Santa Catarina. As cidades são Faxinal dos Guedes, Ouro Verde, São Lourenço do Oeste, Irati, Santa Terezinha do Progresso, Palma Sola, São João do Oeste e Planalto Alegre.

 

Em Passos Maia, apesar de muitas complicações, a administração municipal ainda não decretou emergência, mas se a chuva não continuar, o risco é de agravamento das condições. “Estamos na iminência de decretar situação de emergência pela quantidade de pessoas, principalmente a área do interior, pedindo condições para melhorar a situação de água para o consumo humano, dos animais e nas propriedades”, afirma o prefeito Leomar Listoni.

Efeitos da estiagem na Ponte Baixa, no interior de Passos Maia (Foto: Defesa Civil)

Ele tem se reunido com frequência com a Defesa Civil municipal e a representação regional do órgão para acompanhar de perto a situação. O abastecimento nas propriedades começou já há cerca de três semanas. Há dias em que mais de 100 mil litros de água são distribuídos para o consumo humano e de criações de gado, aves, suínos e outros animais. “São 150 propriedades que já foram atendidas, estão sendo atendidas ou solicitando atendimento. Temos em torno de 500 propriedades, então cerca de 30% já enfrentam situação complicada”, informa o prefeito.

 

As equipes do município também estão viabilizando fontes e limpado poços. “As pequenas propriedades às vezes só tem um manancial de água. Quando dá essas estiagens prolongadas, a escassez é grande. O município está com uma situação grave na agricultura e também em alerta na cidade”, diz ainda Listoni sobre o abastecimento feito pela Casan, que tem como fonte um poço artesiano. “A gente pede que as pessoas não desperdicem, não lavem carros, calçadas, deixem a água potável para o consumo”.

 

A administração concentra o uso de máquinas e veículos do município em serviços para amenizar as dificuldades dos moradores. O prefeito também informa que ainda não há um levantamento concreto sobre os prejuízos, mas que as perdas são incalculáveis. “Só na produção de leite, que o nosso município produz em torno de dois milhões de litros por mês, pelas estimativas que já fizemos, há redução de 20% a 30%. Isso representa 500 mil litros por mês. É muito. São perdas incalculáveis”, finaliza.


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