Região Sul é considerada berço de ciclones, explica meteorologista

Localização faz com que fenômenos como o que causou destruição nesta semana sejam mais comuns em SC

Por Oeste Mais

02/07/2020 08h57 - Atualizado em 02/07/2020 08h57



Os vendavais na terça-feira, dia 30, atingiram ao menos 101 municípios de Santa Catarina e provocaram nove mortes no estado. Outras duas pessoas ainda estão desaparecidas.

 

O ciclone que provocou mortes, destelhamentos de casas, quedas de árvores e cenas de destruição desperta discussões sobre por que Santa Catarina registra a incidência desses chamados eventos extremos.

 

A meteorologista Marilene de Lima explica que o Sul do Brasil é considerado um berço de ciclones na América do Sul pela localização geográfica – no termo técnico, uma região ciclogenética, onde os ciclones se formam, e que inclui também Uruguai e Argentina.

Ciclone causou danos em pelo menos 101 cidades de SC (Foto: Defesa Civil)

Segundo ela, isso se deve a uma série de fatores meteorológicos, como o ar mais seco vindo dos Andes, o fluxo de ventos mais quentes da Amazônia e a umidade na atmosfera proporcionada pela região da Bacia da Prata. “Aqui é a área onde se formam, se configuram e vão para o oceano. São raros? Não, estão no seu lugar”, apontou.

 

A situação nesta semana foi mais grave por causa da combinação entre o ciclone com queda rápida na pressão atmosférica – por isso chamado de ciclone bomba, capaz de provocar mais danos – e uma linha de instabilidade causada por ele, com nuvens carregadas que cruzaram o estado do Oeste ao Litoral. Foi essa combinação que resultou no temporal que provocou tantos estragos.

 

Nessa quarta-feira, dia 1º, conforme informou o meteorologista da NSC, Leandro Puchalski, o ciclone começou a se afastar do Litoral de SC. Com isso, antes de voltar à normalidade, o alerta maior se volta ao mar, que ainda pode ter ondas de até três metros nesta quinta-feira.

Com informações do Diário Catarinense


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