Aplicativo criado ajuda a detectar autismo

Desenvolvido por cientistas, software analisa vídeos e compara reações de crianças

26/06/2018 16:37 - Atualizado em 26/06/2018 16:39



Em virtude do Dia do Orgulho Autista, comemorado nesta última segunda-feira, dia 25, pesquisadores da Universidade Duke, nos Estados Unidos, analisaram um aplicativo que ajuda a identificar sinais de autismo.

 

Eles mesmos desenvolveram o software há um ano e os dados coletados nos últimos 12 meses serviram de base para um aprofundamento do estudo. 

 

Interagir com autistas pode ser complicado, porque eles podem apresentar ausência de contato com os outros, recorrência de movimentos repetitivos e compreensão incompleta de frases e contextos.  

 

Para ajudar pais e outros cuidadores a entenderem melhor se seus filhos são autistas e se precisam de cuidados especiais, os cientistas de Duke criaram um aplicativo para iPhone que monitora reações e emoções de jovens por meio da câmera do celular.  

 

Dessa forma, buscavam reconhecer indícios de autismo sem que a pessoa precisasse sair de casa para tal. 

 

Enquanto as crianças assistiam a vídeos que o aplicativo transmitia, o software capturava seu rosto. Posteriormente, essas informações eram enviadas aos servidores do estudo, onde eram analisadas e comparadas com o que é considerado comum para um jovem.  

 

Por exemplo, se o vídeo mostrado era de bolhas flutuantes, esperava-se uma reação de alegria e divertimento, porque a maioria das crianças reage dessa forma. A ausência dessa demonstração poderia indicar um traço de autismo. 

 

No último ano, mais de dez mil usuários fizeram download do aplicativo e quase 4,5 mil vídeos foram carregados na plataforma. Destes, 88% eram de dados utilizáveis para os fins dos pesquisadores.  

 

Ao final do teste, 555 jovens (31,6% do total) foram avaliados com alto risco de possuírem autismo. 

 

O principal resultado, segundo os usuários do app, foi demonstrar que a decodificação do comportamento dos mais novos, em relação ao autismo, pode ser feita de forma simples e em casa.  

 

Ou seja, não existe, obrigatoriamente, uma necessidade de se deslocar até uma clínica ou consultório médico para tal. Além disso, os cientistas puderam concluir que o aplicativo é capaz de coletar dados cientificamente importantes em relação ao tema estudado, apesar do fato de que iPhones não são frequentemente utilizados para fins de pesquisa. 

Da Veja


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