Criador do Zoom fica US$ 4 bilhões mais rico durante a pandemia

Chinês que se chegou aos EUA sem falar inglês tem fortuna avaliada em US$ 7,8 bilhões

Por Oeste Mais

04/05/2020 09h44 - Atualizado em 04/05/2020 09h44


A ideia surgiu como opção criativa para não ter que enfrentar uma viagem de dez horas de trem para visitar a namorada. Em 1987, Eric Yuan era um estudante de matemática aplicada da universidade chinesa de Shandong e buscava uma maneira mais fácil de interagir com a garota por quem estava apaixonado.

 

O conceito virou produto somente 24 anos depois, em meados de 2011, mas o programa de voz, vídeo e reuniões e festas online renderam ao empresário um casamento, três filhos e seu rosto estampado pela primeira vez na lista de bilionários da revista Forbes.

 

Eric Yuan é o fundador da empresa de videoconferência Zoom, que se popularizou durante a pandemia do coronavírus por permitir reuniões de até 500 pessoas em meio a regras de distanciamento social.

 

Se antes da quarentena o Zoom tinha cerca de 10 milhões de participações em reuniões por dia, hoje são 300 milhões, mesmo com as ameaças de ataques virtuais que colocaram em risco a privacidade dos usuários.

Eric teve a ideia quando teve que viajar dez horas para visitar namorada (Foto: Getty Images)

A fortuna de Yuan acompanhou a escalada de acessos. Aos 49 anos, quase metade deles vividos nos Estados Unidos, o chinês viu seu patrimônio chegar a US$ 7,8 bilhões (quase R$ 45 bilhões) em 2020, US$ 4 bilhões (R$ 22 bilhões) somente nos três primeiros meses do ano.

 

Em dois meses, as ações do Zoom subiram 50%, enquanto as bolsas derretiam em meio à crise. A empresa, que valia US$ 29 bilhões (R$ 159 bilhões) antes da pandemia, passou a ser cotada em US$ 44 bilhões (R$ 241 bilhões).

 

"Sinto que foi da noite para o dia, em todos os países todo mundo percebeu que precisava de uma ferramenta como o Zoom para se conectar", disse Yuan à Forbes. "Dessa perspectiva, estamos muito orgulhosos. Vimos que com o que estamos fazendo aqui podemos contribuir um pouco para o mundo."

Com informações da Folha de São Paulo

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