SC registra três mortes e 20 casos de meningite bacteriana no primeiro semestre de 2019

Relatório divulgado pela pela Dive/SC ressalta que não há surto da doença

Por Oeste Mais

25/06/2019 11:00 - Atualizado em 25/06/2019 11:00



O último relatório da Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado (Dive/SC) aponta três mortes e 20 casos de doença meningocócica em Santa Catarina neste ano. O levantamento leva em conta todos os dados coletados até segunda-feira, dia 24.

 

Blumenau, Itajaí, Lages e Itapema concentram o maior número de registros, dois em cada município. Já em Balneário Camboriú, Bombinhas, Criciúma, Fraiburgo, Garopaba, Imbituba, Jaraguá do Sul, Navegantes, Palhoça, Porto União, São Francisco e Turvo tiveram um caso identificado cada.

Mortes já foram registradas em Imbituba, Jaraguá do Sul e Lages (Foto: NSC Total)

Dos 20 quadros confirmados de meningite bacteriana, seis foram identificados como sendo do sorogrupo W, cinco foram do sorogrupo C e cinco do sorogrupo B. O sorogrupo Y foi identificado em apenas um caso. Em outros três casos, o sorogrupo não foi identificado. Dos três óbitos, um foi identificado como sendo do sorogrupo W, um do sorogrupo B e um do sorogrupo C.

 

Morreram uma menina de 12 anos, moradora de Imbituba; um bebê de 9 meses, em Jaraguá do Sul; e uma jovem de 18 anos, residente em Lages.

 

De acordo a Dive, Santa Catarina está com taxa de letalidade em 15%, no ano de 2019, abaixo dos índices nacionais e internacionais, que estão entre 20 e 25%. Em um comparativo com 2018, há redução considerável nos casos fatais de doença meningocócica. Entre janeiro e junho de 2018 foram 17, já no mesmo período deste ano o número caiu para nove.

 

A Dive ainda ressalta que o cenário atual no estado não atende a definição de surto, já que os casos não estão relacionados geograficamente e temporalmente (sorogrupos diferentes, municípios diferentes, datas diferentes).

 

Meningite

 

A meningite é uma infecção das membranas que recobrem o cérebro (as meninges), que afeta toda a região e dificulta o transporte de oxigênio às células do corpo. A doença provoca sintomas como dor de cabeça e na nuca, rigidez no pescoço, febre e vômito. Ela pode evoluir rapidamente, em especial entre crianças e adolescentes, para perda dos sentidos, gangrena dos pés, pernas, braços e mãos.

 

Medidas de Prevenção

 

Evitar aglomeração;

Manter locais arejados, ventilados e sempre que possível ensolarados;

Manter higiene pessoal e de utensílios;

Lavar as mãos com água e sabão várias vezes ao dia;

Ao visitar bebês, lavar as mãos e usar álcool 70%;

Não visitar bebês se estiver resfriado ou com febre;

Manter a caderneta de vacinação em dia.

Do NSC Total


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