Justiça determina retirada de ofertas de falsos emagrecedores de duas redes sociais e um site

No total, sete empresas não podem trazer publicidade sobre quatro pílulas

23/10/2019 10:30 - Atualizado em 23/10/2019 10:30



A Justiça determinou de forma liminar (temporária) que duas redes sociais e mais um site removam ofertas e propaganda de quatro falsos emagrecedores. No total, sete empresas precisam seguir a medida, após pedidos do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Elas têm até 48 horas após receberem a intimação judicial para fazer as remoções nacionalmente ou estarão sujeitas a multa de R$ 50 mil por dia.

 

No total, duas redes sociais e cinco sites foram alvo das decisões, divulgou o MPSC nesta terça-feira, dia 22. O órgão entrou com sete ações e todas foram atendidas. Os pedidos foram feitos para que as pílulas não ofereçam risco ao consumidor, conforme a 29ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital.

Falsos emagrecedores são vendidos como 100% naturais (Foto: Reprodução/NSC Total)

Nos rótulos, os falsos emagrecedores são vendidos como 100% naturais. Porém, análises do Instituto Geral de Perícias (IGP) provaram que as pílulas não eram feitas à base de ervas, como diziam as propagandas e vendedores. A perícia apontou a presença de substâncias químicas controladas, como a sibutramina, utilizada para tratamentos graves de obesidade, o diazepam, usado no tratamento de ansiedade, e o clobenzorex, uma anfetamina.

 

De acordo com o MPSC as sete empresas que foram alvo das ações chegaram a ser notificadas pelo Procon estadual, mas nada fizeram para que a venda dos falsos emagrecedores parasse.

 

Além das medidas liminares, a promotoria pediu nas ações que cada empresa seja condenada a pagar R$ 50 milhões por danos morais coletivos, mas essa parte do processo ainda não foi julgada.

 

Agora, o MPSC quer identificar os fabricantes das pílulas para, inclusive, responsabilizá-los criminalmente.

 

Mortes

 

Em vários estados do país já foram registradas mortes e complicações de saúde em pessoas que decidiram fazer a automedicação, o que tem deixado médicos e a polícia em alerta.

 

Uma mulher de 27 anos de Lages, na Serra catarinense, é uma das vítimas. Ela foi encontrada morta em abril deste ano e, segundo o IGP, a causa da morte foi a intoxicação provocada por substâncias químicas encontradas no emagrecedor supostamente natural que vinha tomando. A polícia tenta identificar essa rede de comércio em Santa Catarina.

Do G1


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