Em três meses, mais de mil profissionais desistem do Mais Médicos

Municípios relatam que médicos deixam programa para fazer residência ou porque não se adaptam

Por Oeste Mais

04/04/2019 15:36 - Atualizado em 04/04/2019 15:36



O Ministério da Saúde confirmou nesta quinta-feira, dia 4, que pouco mais de mil profissionais desistiram do programa Mais Médicos nos primeiros três meses do ano. O número representa 15% das vagas preenchidas por médicos brasileiros após a saída de Cuba do programa em novembro de 2018.

 

Um edital foi aberto ainda em novembro para ocupar as 8.517 vagas deixadas pelos cubanos no programa. No total, 7.120 vagas foram preenchidas por brasileiros formados no Brasil. As vagas remanescentes foram, então, oferecidas a médicos formados no exterior, que deveriam ter se apresentado aos seus postos de trabalho entre os dias 28 e 29 de março.

 

As 8.517 vagas foram distribuídas por 2.824 municípios e 34 distritos indígenas. O salário é de R$ 11,8 mil.

 

Faltam médicos

 

Diversos estados relataram a desistência de profissionais do Mais Médicos. Em Santa Catarina, oito médicos que atuavam nas unidades básicas de saúde pediram demissão. Muitos deixam o programa para fazer residência.

 

Em Uberaba, no Triângulo Mineiro, seis médicos pediram demissãopelo mesmo motivo e deixaram de atender as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Segundo o secretário municipal de Saúde, Iraci Neto, o processo de contratação de novos médicos pode ser demorado.

 

Em Divinópolis, também em Minas, oito profissionais pediram para ser desligados do programa. A falta de médicos prejudica o atendimento nos postos de saúde da região. Em Alagoas, cerca de 20 médicos desistiram do programa.

 

Com informações do G1


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