Casos de sífilis em grávidas aumentam, diz Ministério da Saúde

Chance de transmissão da sífilis para o bebê pode chegar a quase 100% dependendo da fase da doença e período da gestação

Por Oeste Mais

27/03/2019 14:46


A sífilis é uma Doença Sexualmente Transmissível (DST) que atinge mais de 12 milhões de pessoas segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Nos últimos dois anos foi declarada como um grave problema de saúde pública no Brasil e o último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde mostra que os casos de sífilis continuam aumentando. 

 

O crescimento dos casos em grávidas é preocupante, uma vez que a doença pode ser transmitida ao feto pelo contato com o sangue contaminado.

 

De acordo com o boletim, de 2017 para 2018 o número total de casos de gestantes com sífilis aumentou em 28,4%, ocasionando milhares de mortes fetais ou neonatais. 

 

A chance de transmissão da sífilis para o bebê pode chegar a quase 100% dependendo da fase da doença e período da gestação. Sem o controle adequado, ela pode causar diversos problemas como abortamento espontâneo, óbito fetal ou neonatal e sífilis congênita – capaz de que gerar alterações nos ossos, fígado, baço, pele, pulmões, rins, entre outros órgãos. 

 

A prevenção da sífilis durante o período gestacional é prevista no Plano Plurianual (PPA) do governo federal como uma prioridade e o exame VDRL (Venereal Disease Research Laboratory), responsável por detectar a doença, está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). 

 

O VDRL é um exame rápido e em cerca de 30 minutos o paciente recebe o resultado. Pode ser realizado antes de engravidar e também a cada trimestre da gestação.

 

A Penicilina Benzatina é o único medicamento capaz de prevenir a transmissão vertical, ou seja, de passar a doença para o bebê. Vale lembrar que, como toda DST, a sífilis pode ser evitada com o uso de preservativos, tanto femininos quanto masculinos.

Com informações da Folha Vitória


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