Governo de SC confirma transmissão local da varíola dos macacos

Seis casos da doença foram registrados no estado

Por Redação Oeste Mais

28/07/2022 12h02 - Atualizado em 28/07/2022 12h02



A transmissão local da varíola dos macacos foi confirmada nesta quinta-feira, dia 28, pelo governo estadual em Santa Catarina. Isso quer dizer que não é mais possível rastrear a origem da infecção. Ao todo, seis casos foram confirmados e outros 16 são investigados no estado.

 

As informações foram divulgadas em uma coletiva de imprensa na manhã desta quinta. Os estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal também já têm transmissão comunitária da doença.

 

A primeira notificação da varíola dos macacos em Santa Catarina ocorreu no dia 27 de março. O paciente não morava na região, mas esteve em Florianópolis após uma viagem para a Espanha.

 

Já o caso mais recente é de um morador de Florianópolis, que tem 40 anos e sem histórico de viagem. Ele começou a ter sintomas no dia 19 deste mês. Não foram divulgadas informações atualizadas sobre o estado de saúde dele.

 

Doença requer cuidados

 

No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados na quarta-feira, dia 27, há 978 casos confirmados da varíola.

 

De acordo com Eduardo Macário, superintendente de Vigilância em Saúde de Santa Catarina, a doença não é letal, mas inspira muito cuidado. “Não é uma doença sexualmente transmissível, mas é uma doença transmitida pelo contato de pele com pele que se dá, tanto em relações sexuais em geral como também quando você toca, abraça uma pessoa com lesões de pele ou manipula toalhas, lençóis e roupas dessas pessoas que estão doentes”, explica.

 

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), apesar do aumento dos casos, não é momento para pânico. 

 

“A mensagem agora é: higiene, proteção, conhecimento, entendimento do que é a varíola dos macacos para que a gente possa evitar transmissões. Diferente da varíola de antigamente, ela tem se apresentado de forma mais branda, com as lesões que evoluem depois de 15, 20 dias de forma benigna”, afirma Macário.  

Com informações do NSC


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