Brasil tem caso confirmado de varíola dos macacos, além de 7 suspeitos, sendo 2 em SC

Moradora do Oeste está na lista de casos suspeitos da doença no país

Por Redação Oeste Mais

08/06/2022 16h12



O Brasil confirmou nesta quarta-feira, dia 8, o primeiro caso de varíola dos macacos (monkeypox). O paciente é um homem de 41 anos, que viajou à Espanha. Segundo informou o g1, ele está em isolamento no Hospital Emílio Ribas, na Zona Oeste da capital paulista.

 

O Brasil ainda tem outros sete casos suspeitos da doença. Um caso que era investigado no Ceará está descartado, informou a Sala de Situação da Monkeypox, do Ministério da Saúde.

 

Entre os suspeitos, quatro são do sexo masculino e três do feminino. Os quatro do sexo masculino têm idades entre 15 e 51 anos, enquanto os do sexo feminino têm entre 25 e 27 anos.

 

Dois casos são de Santa Catarina, nos municípios de Blumenau e Dionísio Cerqueira, no Vale do Itajaí e Oeste, respectivamente. Em Blumenau o paciente é um homem de 28 anos. Em Dionísio Cerqueira a suspeita é de uma mulher de 27 anos.

 

Outros dois casos estão sob acompanhamento em Rondônia. Há ainda um caso suspeito em Pacatuba (CE), um em Porto Alegre (RS) e um em Corumbá (MS).

 

Fique atento

 

Patrícia Carvalho, integrante do comando da Sala de Situação, destaca a importância de se notificar o quanto antes os casos suspeitos, que apresentem sinais e sintomas como febre, erupção cutânea e adenomegalia (espécie de íngua). Como a transmissão pode ser por fluidos corporais, gotículas ou materiais contaminados, ela sugere, como medida de prevenção, o uso de máscaras e a lavagem das mãos.

 

Até o momento, segundo as autoridades brasileiras, existe aumento de casos confirmados em pelo menos 31 países. O número está em 1.077 casos, sendo a maior parte em países onde a doença é endêmica, localizados no continente africano.

 

A varíola dos macacos foi descoberta pela primeira vez em 1958, quando dois surtos de uma doença semelhante à varíola ocorreram em colônias de macacos mantidos para pesquisa. O primeiro caso humano da variante foi registrado em 1970, no Congo.

 

A doença ficou 40 anos sem casos relatados, mas ressurgiu na Nigéria em 2017. Desde então, houve mais de 450 casos relatados no país africano. Entre 2018 e 2021 foram relatados sete casos no Reino Unido, principalmente em pessoas com histórico de viagens para países endêmicos.


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