'Melhor perder a vida do que a liberdade', diz ministro da Saúde sobre passaporte da vacina

Marcelo Queiroga deu declaração durante pronunciamento após governo federal anunciar quarentena para viajantes

Por Redação Oeste Mais

08/12/2021 18h35 - Atualizado em 08/12/2021 19h15



O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, deu uma declaração forte após o governo federal anunciar quarentena de cinco dias a viajantes que ingressarem no Brasil a turismo.

 

"Às vezes é melhor perder a vida do que perder a liberdade", afirmou Queiroga, atribuindo a frese ao presidente Jair Bolsonaro. “Não se pode discriminar as pessoas entre vacinadas e não vacinadas para a partir daí impor restrições", completou.

 

O governo federal anunciou nesta terça-feira que exigirá quarentena de cinco dias para viajantes não vacinados que chegarem ao Brasil. A medida é vista como uma forma de o governo federal driblar a adoção do passaporte da vacina, defendido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para evitar a expansão de casos de Covid-19 diante da variante Ômicron.

 

Na terça-feira, dia 7, o presidente Jair Bolsonaro chamou de "coleira" o passaporte da vacina adotado em outros países e defendido por cientistas e a Anvisa como requisito para a entrada de viajantes no Brasil.

 

"Nós vemos uma briga enorme aqui agora sobre passaporte vacinal. Quem é favorável, não se esqueça: amanhã alguém pode impor algo para você que você não seja favorável. E a gente pergunta: quem toma vacina pode contrair o vírus? Pode e contrai. Pode transmitir? Sim e transmite. Pode morrer? Sim, pode, como tem morrido muita gente, infelizmente. A gente pergunta: por que o passaporte vacinal? Por que essa coleira que querem colocar no povo brasileiro?", indagou o presidente.

 

Em documento enviado à Casa Civil no início deste mês, a Anvisa propôs impedir temporariamente voos vindos de Angola, Malawi, Moçambique e Zâmbia e exigir certificado de vacinação completa contra a Covid. Como medida, o governo anunciou a quarentena de cinco dias para viajantes não vacinados que saiam de outros países e desembarquem no Brasil.


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