Mais de 1,5 milhão de brasileiros não voltaram para segunda dose da vacina contra Covid-19; veja os riscos

Maioria das vacinas contra a Covid-19 testadas e já aprovadas necessita de duas doses para conferir uma taxa de proteção aceitável

Por Oeste Mais

14/04/2021 10h51 - Atualizado em 14/04/2021 10h51



Num café da manhã com jornalistas realizado na terça-feira, dia 13, em Brasília, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que mais de 1,5 milhão de brasileiros não voltaram aos postos de saúde para receber a segunda dose da vacina contra a Covid-19.

 

De acordo com o Ministério da Saúde, São Paulo é o estado com o pior índice, com mais de 343 mil atrasados. Na sequência aparecem Bahia (148 mil) e Rio de Janeiro (143 mil).

 

A maioria das vacinas contra a Covid-19 testadas e já aprovadas necessita de duas doses para conferir uma taxa de proteção aceitável.

 

Isso vale para os produtos desenvolvidos por Pfizer, Moderna, Instituto Gamaleya e os dois que são usados atualmente na campanha brasileira: a CoronaVac e a AZD1222.

 

Por ora, a única exceção da lista é o imunizante de Johnson e Johnson, que já fornece uma boa resposta com a aplicação de apenas uma dose.

 

Esses esquemas vacinais foram avaliados e definidos nos estudos clínicos das vacinas, que envolveram dezenas de milhares de voluntários e serviram para determinar a segurança e a eficácia das candidatas.

CoronaVac é uma das vacinas usadas na campanha de imunização (Foto: Arquivo/Oeste Mais)

Portanto, se alguém tomar apenas a primeira dose de CoronaVac ou AZD1222 e se esquecer da segunda, não estará devidamente protegido.

 

"Os dados que temos mostram que a pessoa fica resguardada com duas doses. Se ela toma só uma, não completou o esquema e não está vacinada adequadamente", explica a médica Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações.

 

Por mais que a primeira dose já dê um pouco de proteção, essa taxa não está dentro dos parâmetros estabelecidos pelos especialistas e pelas instituições que definem as regras do setor, como a Organização Mundial da Saúde, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

 

Outro ponto perigoso: ao receber a primeira dose (e não retornar para completar o esquema vacinal), o indivíduo corre o risco de ficar com uma falsa sensação de segurança.

 

Ele pode até achar, de forma absolutamente equivocada, que já está imune ao coronavírus e seguir a vida normalmente, sem os cuidados básicos contra a Covid-19.

 

As recomendações, porém, continuam as mesmas para quem recebeu duas, uma ou nenhuma dose de vacina: todos precisam manter distanciamento físico, usar máscaras, lavar as mãos e cuidar da circulação de ar nos ambientes.

Com informações do G1


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