Adolescente de 17 anos relata luta contra a Covid-19 e comemora recuperação

Letícia Bortolazzo teve os rins e bexiga comprometidos pela doença

Por Andressa Maria Guinzelli

08/04/2021 13h43 - Atualizado em 08/04/2021 14h19



Jovem ganhou alta nesta quarta-feira, dia 7 (Fotos: Arquivo Pessoal)

“Foram 10 dias de muito sufoco”, diz Geci Bortolazzo, mãe da jovem Letícia Bortolazzo, de apenas 17 anos, que passou por momentos difíceis na luta contra a Covid-19. A estudante recebeu alta nesta quarta-feira, dia 7, após três dias de internação no Hospital Santa Luzia, em Ponte Serrada.

 

Desde o início da pandemia, estudos vinham mostrando que entre crianças e adolescentes, quadros graves da Covid eram raros, situação que vem mudando nos últimos meses, como no caso de Letícia, que teve os rins e bexiga comprometidos pela doença.

 

Tudo se iniciou no dia 22 de março, quando ao levantar, sentiu a dor de cabeça tomar conta da rotina. Juntamente com o namorado, após a febre também se fazer presente, Jailson optou por fazer o exame, onde o resultado positivo acabou assustando a família. O receio do contágio fez com que Letícia optasse por também realizar o exame, tendo em mãos um resultado negativo.

 

Mesmo negativada, o isolamento foi necessário para a jovem, que após apresentar novos sintomas, como febre, calafrios, dor no corpo, optou por uma consulta médica, sendo encaminhada para um novo teste, no dia 25, que acabou positivando.

 

“Após o exame, passei a ficar isolada com meu namorado, apenas com os sintomas leves da Covid, como cansaço, dor de cabeça. Tudo que eu comia vomitava”, lembra a jovem.

 

Após várias idas ao hospital, troca de medicamentos e exames, Letícia começou a ter sintomas mais graves, como tosse, dor nas costas, febre constante e infecção nos rins, sendo então internada para observação no hospital no domingo de páscoa, dia 4.

 

Com os rins e a bexiga comprometidos, a estudante passou por momentos críticos, com crises de cólicas, precisando fazer o uso de medicamento na veia.

 

“Você não sabe o que fazer. Chegava a noite eu acordava parecia que ela estava me chamando. Aí, quando eu ligava, ela me dizia ‘mãe, eu durmo de noite e tenho medo, pois me falta o ar, tenho medo de morrer’, aí a gente ficava mais apavorado ainda”, relembra Geci, mãe da jovem.

Letícia e sua família (Foto: Arquivo Pessoal)

Após todo trabalho desenvolvido pela equipe médica, o quadro da jovem começou a evoluir de forma positiva, ganhando alta nesta quarta-feira, dia 7. 

 

Letícia segue o tratamento em casa, com sintomas de cansaço que ainda atrapalham seu dia a dia, mas comemora a vitória contra a doença ao lado da família. 

 

“A vida realmente é um presente e a gente tem que reconhecer cada um que mandou mensagem, que se preocupou, que orou pela minha recuperação”, finaliza a estudante. 

 

Geci também comemora a recuperação da filha e agradece aos médicos e comunidade que oraram e de alguma maneira se fizeram presentes na torcida pela recuperação de Letícia. 

 

“Quando o médico me ligou e me avisou que ela iria ganhar alta, eu fiquei muito feliz, mandei fazer um cartaz, e fui lá buscar ela. É só pra quem passa saber o que é, quando você sente na pele aprende a dar valor a tudo. Hoje, eu só tenho a agradecer a Deus”, finaliza Geci.




COMENTÁRIOS

Os comentários neste espaço são de inteira responsabilidade dos leitores e não representam a linha editorial do Oeste Mais. Opiniões impróprias ou ilegais poderão ser excluídas sem aviso prévio.