Após recusar ofertas da Pfizer, governo anuncia 14 milhões de doses da empresa até junho

No ano passado, empresa ofereceu 70 milhões de doses para serem entregues em dezembro de 2020, mas a União recusou

Por Redação Oeste Mais

08/03/2021 15h31 - Atualizado em 08/03/2021 15h31



Após recusar ofertas feitas pela Pfizer desde o ano passado, com entregas previstas para dezembro de 2020, o governo anunciou nesta segunda-feira, dia 8, que 14 milhões de doses da vacina da farmacêutica contra a Covid-19 devem chegar ao país em maio e junho.

 

A da Pfizer é a única vacina que, até o momento, possui o registro definitivo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O governo ainda não comprou doses da empresa e vinha impondo resistências sob o argumento de que o laboratório estabelecia condições "draconianas".

 

A principal queixa do governo era a de que a Pfizer não se responsabiliza por eventuais efeitos colaterais da vacina. O imunizante da farmacêutica já é aplicado em diversos países do mundo.

 

A Pfizer informou em janeiro que, no ano passado, ofereceu ao governo brasileiro a possibilidade de comprar um lote de 70 milhões de doses de sua vacina em 15 de agosto de 2020, com entrega prevista a partir de dezembro de 2020. A empresa disse ainda que tinha feito uma série de tratativas para o fornecimento do imunizante ao Brasil, até então sem sucesso.

 

As vacinas atualmente aplicadas no país são a Coronavac e a Astrazena/Oxford, que têm apenas a autorização para uso emergencial.

 

O presidente Jair Bolsonaro teve uma reunião por videoconferência com o presidente mundial da Pfizer, Albert Bourla, na manhã desta segunda. Após a conversa, o assessor especial do Ministério da Saúde, Airton Soligo, relatou os detalhes para a imprensa.

 

De acordo com ele, o acordo que o Brasil costura com a Pfizer previa inicialmente dois milhões de doses em maio e sete milhões em junho. Agora a negociação avançou para a chegada de mais cinco milhões de doses, que seriam distribuídas entre os dois meses. A antecipação de doses ocorre num momento em que a Pfizer está aumentando a produção global do imunizante.

 

"O que o presidente da Pfizer garantiu ao presidente Bolsonaro hoje? A antecipação de 5 milhões do segundo semestre para maio e junho. Ou seja, dos 9 milhões que nós tínhamos previstos, se incorporarão mais 5 milhões de doses, passando para 14 milhões", disse o assessor especial da Saúde.

Do G1


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