Familiares fazem corrente de oração de joelhos em volta de hospitais no Oeste

'Dá um desespero na gente', diz advogado que registrou cena em Chapecó

Por Oeste Mais

04/03/2021 08h46



Imagens de pessoas reunidas rezando em torno de hospitais na região Oeste de Santa Catarina têm se multiplicado em redes sociais nos últimos dias. De joelhos e com as mãos estendidas ou encostadas na estrutura da unidade de saúde, familiares pedem pela recuperação de parentes internados com o coronavírus.

 

Em Chapecó, o advogado José Valderi da Silva, de 43 anos, registrou uma corrente com cerca de 20 pessoas realizando uma oração em frente a um hospital privado da cidade. Ele conta que se deparou com a cena ao levar a namorada a uma consulta, no sábado, dia 27 (veja no vídeo mais abaixo).

 

"Fiquei muito impactado, sensibilizado. Me deu uma tristeza e fiquei emocionado com o ímpeto de choro, porque dá um desespero na gente. Afinal de contas, sabemos de todo o contexto [que a cidade vive]. Fiquei preocupado. Enviei as imagens para o grupo da minha família, na ideia de conscientizá-los", disse o advogado.

Parentes de pacientes com Covid-19 internados em SC fazem oração em frente aos hospitais (Foto: NSC TV/Reprodução)

Segundo o último boletim divulgado na quarta-feira, dia 3, pelo governo do estado, 838 pessoas estão internadas com a doença em hospitais de Santa Catariana. São 688.600 casos confirmados de Covid-19 e 7.618 mortes desde março do ano passado.

 

Já na segunda-feira, dia 2, um registro foi feito em Videira, no Oeste, e mostra três pessoas de joelhos e encostadas na estrutura do Hospital Salvatoriano Divino Salvador.

 

Segundo informações do hospital, as pessoas são familiares de pacientes internados na unidade com coronavírus. A prática vem se tornando comum na unidade, ainda segundo a direção do hospital.

 

Em Xanxerê, na última quinta-feira, dia 25, agentes das Polícias Civil e Militar e do Corpo de Bombeiros fizeram uma homenagem aos pacientes internados e aos profissionais da saúde que atuam no hospital e no ambulatório de campanha. Os agentes se enfileiraram e realizaram uma oração seguida de uma salva de palmas.

 

No mesmo dia na homenagem, o município decretou estado de calamidade pública em razão da pandemia, por 180 dias. A decisão ocorreu após o agravamento no cenário do sistema de saúde com o registro de falta de leitos. Em um mês, 15 pessoas morreram no hospital da cidade esperando uma vaga.

Com informações do G1


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