"Chegamos ao colapso", afirma Hospital Regional São Paulo de Xanxerê

Segundo nota enviada à imprensa, não há mais espaço físico, estrutura e pessoal para atendimento

Por Oeste Mais

02/03/2021 14h19 - Atualizado em 02/03/2021 16h03



A Direção Técnica e Administrativa do Hospital Regional São Paulo (HRSP), de Xanxerê, informou no início da tarde desta terça-feira, dia 2, que está em colapso. 

 

Segundo nota enviada à imprensa, não há mais espaço físico, estrutura e pessoal para atender a grande demanda, que cresce diariamente. 

 

“Estamos com nossa unidade 100% lotada em todos os ambientes, tanto na UTI Geral, UTI Neonatal, internação, ala Covid, mas especialmente na Emergência, que hoje (terça-feira, dia 02, está com 35 pacientes, destes, 20 intubados,  aguardando transferência para leitos de UTI Covid). Estamos vivendo o pior momento desde o início da pandemia da Covid-19. Não iremos viver uma catástrofe, já estamos nela.” informa a direção.

 

O HRSP, ainda destaca, que o hospital fez desdobramentos e aumentos para atender a demanda. Mas mesmo assim, a situação está em colapso. 

 

“Não tem mais possibilidade para receber mais pacientes que necessitem de ventilação mecânica ou suporte de oxigênio. Estamos com pacientes graves, acomodados em poltronas ou em espaços improvisados, pois já se esgotou toda a estrutura física para atendimento. É muito preocupante pois são pacientes graves e que necessitam de uma atenção especializada e que não deveriam estar aguardando por um leito, na Emergência do hospital”.

Não há mais leitos disponíveis para atendimento (Foto: Divulgação)

Ainda conforme a direção do hospital, o local está prestes a não poder receber mais pacientes, pois não conta mais com espaço físico, equipamentos e ambiente para atender a todas as pessoas que procuram por atendimento.

 

“Estamos em um momento tão crítico, que será melhor para o paciente ficar aguardando atendimento dentro de uma ambulância do que dentro dos espaços da unidade hospitalar. Seria uma imprudência retirar o paciente do suporte que está recebendo na ambulância, com o aporte dos equipamentos de uma UTI Móvel e dos profissionais para atender esse paciente, do que receber ele no hospital", diz outro trecho da nota.

 

"Os profissionais estão esgotados, existe falta de insumos, tecnologias, materiais e equipamentos. Em tempos normais, uma equipe (composta por médico, enfermeira, fisioterapeuta e técnicos de enfermagem) atende cerca de 10 pacientes, hoje, nesse momento “de guerra” não conseguimos contar quantos pacientes cada equipe está atendendo por turno de trabalho", aponta ainda o texto. 

 

É o caos. É o limite. Do jeito que está, as equipes estão fazendo o que é possível, dentro do alcance e do que está disponível. Alcançamos o máximo das nossas possibilidades. Vamos começar a perder vidas de muitos pacientes. A comunidade precisa estar preparada. E não vai ser por falha de atendimento, vai ser por falta de acesso ao serviço de saúde que está lotado", conclui a nota oficial.

 


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