Voo que buscará vacina de Oxford na Índia vai ocorrer nesta sexta-feira

Imunizante ainda aguarda aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso emergencial

Por Oeste Mais

14/01/2021 14h20 - Atualizado em 14/01/2021 14h20



Foi adiada para a noite de sexta-feira, dia 15, a partida do Recife da aeronave que vai buscar, na Índia, 2 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 produzida pela Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca. O lote faz parte da importação solicitada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para adquirir o imunizante junto ao laboratório indiano Serum.

 

A Azul e o governo federal afirmaram que a mudança aconteceu devido a questões logísticas internacionais, mas não detalharam quais seriam. O avião equipado com contêineres sai do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), na tarde desta quinta-feira, dia 14, e vai pernoitar no Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes - Gilberto Freyre, na Zona Sul da cidade.

 

A aeronave da Azul Linhas Aéreas A330neo, a maior da empresa, vai seguir viagem para Mumbai às 23 horas da sexta. 

 

Segundo o Ministério da Saúde, a data de retorno do avião ao Brasil, com a carga de vacinas estimada em 15 toneladas, ainda está sendo avaliada "de acordo com o andamento dos trâmites da operação de logística". A previsão inicial era de chegada ao país no sábado, dia 16.

 

Do Recife até Mumbai serão 15 horas de voo, sem escalas, em um trajeto de 12 mil quilômetros. O imunizante ainda aguarda aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso emergencial.

 

De acordo com o Ministério da Saúde, os contêineres vão garantir o controle de temperatura das doses, conforme as recomendações do fabricante.

 

O transporte das doses atende a uma resolução da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que autoriza empresas aéreas a auxiliarem no transporte de vacinas contra o novo coronavírus. Segundo a Azul, a rota até a Índia é inédita para a companhia.

 

O Ministério da Saúde aguarda a resposta da Anvisa sobre o pedido de uso emergencial para iniciar a campanha de vacinação. Além da vacina de Oxford, outro imunizante contra a Covid-19, a CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, também pediu a aprovação da agência para aplicação no Brasil.

Frasco da vacina da Universidade de Oxford contra a Covid-19 (Foto: John Cairns)

Com informações do G1


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