Dezembro é o mês de conscientização e prevenção ao HIV/Aids

Em SC os últimos anos têm sido de estabilidade, com uma pequena tendência de queda, no registro de novos casos da infecção e também da doença

Por Oeste Mais

01/12/2020 11h10 - Atualizado em 01/12/2020 11h10



Dezembro traz um importante alerta de prevenção à infecção pelo HIV, quando é celebrado o mês de conscientização, sendo que 1º de dezembro é o Dia Mundial de Luta contra a Aids. Em Santa Catarina, os últimos anos têm sido de estabilidade, com uma pequena tendência de queda, no registro de novos casos da infecção e também da doença. No entanto, a transmissão do vírus ainda é uma realidade no estado. Sendo assim, a prevenção, a testagem e o tratamento continuam sendo fundamentais para o controle e combate ao HIV.

 

Regina Valim, médica infectologista e gerente de vigilância das IST, HIV/AIDS e Hepatites Virais, da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC), reforça a importância dessas medidas.

 

“As pessoas não podem deixar de se prevenir. É fundamental que usem camisinha feminina ou masculina em todas as formas de relação sexual, que realizem a testagem para o diagnóstico precoce e o tratamento com medicamentos antirretrovirais, em caso de infecção. Além disso, também indicamos o uso de PrEP e PEP. Lembrando que tudo isso é oferecido de graça para qualquer pessoa nos serviços de saúde”, finaliza a médica.  

 

No ano de 2019, foram registrados 2.066 novos casos de HIV em Santa Catarina. Em um comparativo com o ano anterior, houve uma queda de 222 casos. Com relação à Aids, também houve redução. No ano de 2019, foram notificados 1.205 casos da doença, contra 1.305 em 2018. 

 

Os homens são mais acometidos pelo vírus no estado do que as mulheres. Em 2019, foram notificados 1.428 novos casos no sexo masculino, contra 660 no sexo feminino. Já a faixa etária com mais registros de casos de HIV é a de adultos jovens, com idade entre 20 e 29 anos. Foram 750 registros em 2019, seguida dos adultos com idade entre 30 e 39 anos, com 592 novos casos no mesmo ano. 

 

Transmissão vertical

 

O diagnóstico precoce é a melhor forma de evitar a transmissão vertical do HIV, da mãe para o filho durante a gravidez, o parto ou a amamentação. Sendo assim, é essencial que todas as gestantes e parceiros sexuais sejam testados para o HIV/Aids. No caso da mãe, ela deve ser testada durante o pré-natal e no momento do parto. “Quanto mais cedo se faz o diagnóstico, mais cedo se inicia o tratamento com antirretroviral e, com isso, evita-se a transmissão”, explica a gerente de vigilância das IST. 




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