Homens e idosos são os que mais morrem por coronavírus em SC

Estado passou de mil mortes e de 77 mil casos de Covid-19 e tem 12 das 16 regiões em situação gravíssima por causa da doença

Por Oeste Mais

30/07/2020 17h14 - Atualizado em 30/07/2020 17h14


Santa Catarina passou de mil mortes por Covid-19 nesta quarta-feira, dia 29, pouco mais de quatro meses após o primeiro óbito pela doença. Os idosos são 75% dos que mais morrem, mas o coronavírus já matou catarinenses de todas as idades, principalmente homens, que representam 60% das 1.002 vítimas.

 

Foram mais de 600 mortes em menos um mês. Em 30 de junho eram 341 óbitos. O número atual de diagnosticados é de 77 mil e 238 municípios estão em situação gravíssima por causa do coronavírus. Segundo o médico infectologista Luiz Henrique Melo, é necessário que as pessoas fiquem em casa e cumprem as medidas sanitárias estabelecidas para que a situação não piore.

 

"Os números refletem que está acelerando, que a mortalidade duplicou aí num período de duas semanas. Estamos tomando novas medidas que visam diminuir o número de infectados. Se elas forem efetivas, vamos continuar com esse padrão. Agora, se elas não forem efetivas, a tendência é dobrarmos o número de casos num período cada vez mais curto de tempo", afirmou.

 

Segundo os dados do governo estadual, 18% das pessoas que morreram não apresentavam nenhuma doença associada. As outras 82% das pessoas tinham alguma comorbidade e tiveram agravamento por causa da Covid-19: 43% sofriam de doenças vasculares, 36% diabetes e 31% hipertensão. A maior parte idosos entre 60 e 79 anos.

 

As primeiras mortes em Santa Catarina ocorreram no fim de março. Harry Klueger morreu em 25 de março e foi enterrado antes do exame confirmar o diagnóstico. A segunda vítima foi empresário joinvilense Mario Borba, de 68 anos.

 

No fim de maio, Santa Catarina chegou a 100 óbitos. Depois, o número disparou. Em 13 de julho eram mais de 500 mortes e passou de mil mortes pouco mais de duas semanas depois.

 

Julho foi ruim para o estado, mas agosto pode ser pior. O modelo epidemiológico, que traz as projeções do avanço da doença, aponta que se a taxa de transmissão do vírus não baixar, o número de mortes pode triplicar em Santa Catarina em quatro semanas.

Com informações do G1

COMENTÁRIOS

Os comentários neste espaço são de inteira responsabilidade dos leitores e não representam a linha editorial do Oeste Mais. Opiniões impróprias ou ilegais poderão ser excluídas sem aviso prévio.