Florianópolis tem mais de 90% dos leitos de UTI ocupados e prefeito tenta parcerias para evitar colapso

Gean Loureiro estuda possibilidades de ativar leitos indisponíveis em hospitais públicos e também o uso de instalações na rede particular

Por Oeste Mais

13/07/2020 09h07


O município de Florianópolis está com mais de 90% de taxa de ocupação dos 213 leitos totais de UTI para adultos. A situação é considerada de alto risco para a Covid-19.

 

O prefeito Gean Loureiro (DEM) afirmou na manhã desta segunda-feira, dia 13, em entrevista ao Bom Dia SC, que a cidade busca em parceria com prefeituras da região e do estado aumentar o número de leitos de UTI em meio à pandemia.

 

Segundo ele, são estudadas as possibilidades de ativar leitos indisponíveis em hospitais públicos e também o uso na rede particular.

 

Dos 213 leitos totais para adultos na capital catarinense, 169 estão ocupados e 26 indisponíveis (em manutenção ou reservados para pacientes em cirurgia, por exemplo). Dos ocupados, 18 são por pacientes moradores de Florianópolis com o novo coronavírus. Os dados constam no Covidômetro, ferramenta da prefeitura para divulgação dos números do coronavírus na cidade, e foram atualizados no domingo, dia 12.

 

De acordo com Loureiro, a regulação de leitos estadual teve ampliação no atendimento em 55% na região. "Nós teremos que fazer um grande mutirão para somar forças para também atacar numa eventual falta de leitos, pois nosso objetivo agora é aumentar a oferta", disse.

 

"Definimos uma ampliação de dez leitos, e no Hospital de Biguaçu, que pode ampliar de 10 a 15 leitos, que o governo do estado também está em tratativa para poder avançar", acrescentou.

 

À beira do colapso, o sistema de saúde da capital sofre os reflexos do aumento de casos de coronavírus. Florianópolis registra 26 mortes pela doença e 2.064 casos, conforme o último balanço divulgado pelo estado.

 

Desde sábado, dia 11, as prefeituras de Florianópolis, São José, Palhoça e Biguaçu adotaram restrições em conjunto para tentar frear a transmissão da Covid-19. Segundo Loureiro, após as regras únicas, a fiscalização deve ser intensificada e pode passar por melhorias.

Com informações do G1

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