Avanço do coronavírus em aldeias indígenas do Oeste catarinense preocupa Ministério da Saúde

Coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena Interior Sul (Dsei/Isul), órgão do MIS, Alexandre Rossettini, acompanha aplicação de testes em Ipuaçu

Por Oeste Mais

18/06/2020 14h27 - Atualizado em 18/06/2020 14h27



A transmissão de coronavírus entre indígenas da região Oeste catarinense é uma das preocupações do Ministério da Saúde (MIS). As duas mortes de indígenas registradas no Sul do país ocorreram em Santa Catarina, nos municípios de Entre Rios e Ipuaçu, onde está prevista a aplicação de aproximadamente cinco mil testes rápidos, a partir desta quinta-feira, dia 18, em indígenas que vivem próximos a pacientes confirmados com a doença e estão sendo acompanhados pelas equipes de saúde.

 

O coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena Interior Sul (Dsei/Isul), Alexandre Rossettini, que acompanha as ações na cidade, afirmou na manhã desta quinta-feira, que é esperado aumento no número de casos com a testagem.

 

Além de Ipuaçu, o governo estadual enviou testes a outros polos catarinenses onde há reservas indígenas, de acordo com Rossenttini. O município recebeu também testes do órgão central do DSei em Brasília.

 

A primeira vítima foi um homem da etnia Kaingang, de 64 anos, que morava em Entre Rios, que teve a morte divulgada no dia 10 de junho. Quatro dias depois, foi confirmada a morte de uma mulher de 44 anos, que morava na Reserva Indígena Xapecó, em Ipuaçu.

 

Rossettini destacou ainda que a principal dificuldade tem sido a grande quantidade de indígenas que moram no município. São quase seis mil na região, segundo ele, o que dificulta a implantação de uma barreira sanitária.

 

Dados do Dsei/Isul, órgão do MIS responsável pelas questões sanitárias ligadas às comunidades, apontam que os três estados do Sul somam um total de 206 casos de coronavírus em indígenas.

 

Ações

 

No início do mês, indígenas organizaram um grupo para ajudar as equipes de saúde a conter a transmissão nas aldeias. A decisão foi tomada em uma reunião que teve a participação das prefeituras dos municípios da região, da Defesa Civil e Fundação Nacional do Índio (Funai).

 

Assim como ocorre fora das reservas, o isolamento social tem sido um dos desafios enfrentados nas aldeias durante a pandemia de coronavírus.

 

Entre as ações discutidas na reunião, de acordo com Rosettini, foi a possibilidade de acionamento da Polícia Militar se houver necessidade e o isolamento de pessoas que enfrentam dificuldades em casa para evitar que eles tenham contato com outras pessoas.

 

Em relação à implantação das barreiras sanitárias, o coordenador do Dsei explica que nem toda reserva indígena pode ser totalmente fechada como medida de contenção da doença por causa da localização geográfica.

Com informações do G1


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