Atraso na entrega de medicamentos e materiais prejudica vários hospitais

Unidades do Oeste também sofrem com a fala de materiais para a manutenção dos atendimentos

24/05/2018 15h23 - Atualizado em 17/04/2020 14h39



Já são pelo menos 14 hospitais em Santa Catarina com os serviços prejudicados devido à paralisação dos motoristas, que entrou no quarto dia nesta quinta-feira.

 

As unidades prejudicadas são hospitais privados e filantrópicos, segundo a Associação e Federações dos Hospitais de Santa Catarina (Ahesc-Fehoesc).

 

Conforme a Secretaria de Saúde, os hospitais da rede estadual ainda não registram alterações no atendimento.

 

Situação em todo o estado:

 

Cancelaram cirurgias eletivas as unidades

- Hospital Bom Jesus, em Ituporanga

- Hospital Maicé, em Caçador

- Hospital Caridade de Florianópolis

- Hospital São José de Maravilha

- Hospital Regional São Paulo em Xanxerê

 

Estão com dificuldades de abastecimento as unidades

- Hospital Divino Salvador, em Videira

- Hospital São Sebastião, em Turvo

- Hospital Regional do Alto Vale, em Rio do Sul

- Hospital Infantil Seara do Bem, em Lages

- Hospital Regional São Paulo, em Xanxerê

- Hospital São Vicente de Paulo, em Mafra

- Associação Hospitalar Beneficente de Pinhalzinho, em Pinhalzinho

- Fundação Hospitalar Rio Negrinho, em Rio Negrinho

- Hospital Infantil Seara do Bem em Lages

 

Comunicaram previsão de suspender cirurgias eletivas nesta sexta por tempo indeterminado as seguintes unidades:

 

- Hospital Santa Teresinha em Braço do Norte

- Hospital Regional em Rio do Sul

- Hospital Universitário Santa Terezinha de Lages

 

Veja como a unidade está afetada

 

O Hospital de Caridade, em Florianópolis, emitiu uma nota nesta quinta-feira, dia 24, que em consequência da greve as cirurgias eletivas foram canceladas pela possibilidade de faltar materiais e medicamentos.

 

No Hospital São José, em Maravilha, as eletivas também foram suspensas temporariamente pelo baixo estoque de oxigênio.

 

O Hospital Bom Jesus em Ituporanga, no Vale do Itajaí, suspendeu as cirurgias eletivas (com data marcada) na tarde desta quarta-feira, dia 23. A unidade teme que, como os caminhões não estão circulando, faltem materiais, remédios e alimentos.

 

Com isso, o hospital resolveu dar prioridade para as cirurgias de emergência, que vão continuar sendo feitas. Os procedimentos eletivos voltarão a ser feitos quando a greve terminar e os caminhões voltarem a circular com regularidade, disse a direção.

 

O Hospital Maicé, em Caçador, no Oeste, também cancelou as cirurgias eletivas para garantir o estoque para procedimentos de urgência.

 

O Hospital São Sebastião, em Turvo, no Sul, está com dificuldades de receber materiais e medicamentos. O Hospital Regional do Alto Vale, em Rio do Sul, no Vale do Itajaí, enfrenta dificuldades de abastecimento e trabalha com o que tem em estoque.

 

O Hospital Divino Salvador, em Videira, também enfrenta problemas de abastecimento, mas está atendendo normalmente.

 

O Hospital Infantil Seara do Bem, em Lages, na Serra, foi alertado sobre atrasos de fornecedores e está usando o material que tem em estoque.

 

Em Xanxerê, a administração do Hospital Regional São Paulo está em contato com a Defesa Civil para pensar formas de evitar o desabastecimento. O combustível usado para o gerador está sendo armazenado. A unidade também suspendeu as cirurgias eletivas.

 

O Hospital São Vicente de Paulo, em Mafra, no Norte, acompanha a greve dos caminhoneiros. A unidade informou que a coordenação do movimento tem orientado os motoristas a liberarem caminhões com carga viva, materiais hospitalares e remédios.

 

A Associação Hospitalar Beneficente de Pinhalzinho, em Pinhalzinho, no Oeste, está com pedidos de remédios atrasados. A administração acompanha o caso.

 

A Fundação Hospitalar Rio Negrinho, em Rio Negrinho, no Norte, foi alertada de atrasos em entregas de materiais para a unidade.

 

A AHESC e FEHOESC informaram que estão apelando aos manifestantes para que liberem caminhões que transportam roupas lavadas de hospitais. Alguns veículos, conforme a entidade, ficaram retidos em alguns locais, o que comprometeu os atendimentos.

Do G1/SC


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