Já são quase sete mil focos do Aedes aegypti em 132 municípios de SC

Relatório da Dive aponta que 67 municípios são considerados infestados pelo mosquito

Por Oeste Mais

06/04/2018 12h55 - Atualizado em 17/04/2020 14h39



A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC) divulgou nesta sexta-feira, dia 6, um novo relatório sobre a situação da vigilância entomológica do Aedes aegypti e a situação epidemiológica a dengue, febre dechikungunya e zika vírus, com dados entre 31 de dezembro de 2017 a 31 de   2018.

 

No período foram identificados 6.929 focos do mosquito Aedes aegypti em 132 municípios. Nesse mesmo período em 2017 haviam sido identificados 4.208 focos em 116 municípios. O número de focos em 2018 é 64,7% maior quando comparado ao mesmo período do ano de 2017.

 

Em relação à situação entomológica, já são 67 municípios considerados infestados, o que representa um incremento de 21,8% em relação ao mesmo período de 2017, que registrou 55 municípios nessa condição.

 

Dengue

 

Neste ano foram notificados 615 casos de dengue em Santa Catarina. Desses, cinco (1%) foram confirmados (todos pelo critério laboratorial), 17 (2%) estão inconclusivos (classificação utilizada no SINAN para os casos que, após 60 dias da data de notificação, ainda não tiveram sua investigação encerrada), 490 (80%) foram descartados por apresentarem resultado negativo para dengue e 103 (17%) estão sob investigação pelos municípios.

 

Do total de casos confirmados até o momento, dois são autóctones (transmissão dentro do estado), ambos residentes no município de Itapema, e três são importados (transmissão fora do estado), residentes nos municípios de Biguaçu, Porto União e São José, apresentando, respectivamente, os estados do Mato Grosso do Sul, da Bahia e Paraíba como Local Provável de Infecção. Em comparação com o último boletim, houve a confirmação dos dois casos autóctones.

 

Febre de chikungunya

 

O relatório aponta que foram notificados 129 casos de febre de chikungunya em Santa Catarina. Desses, cinco (4%) foram confirmados (todos pelo critério laboratorial), 84 (65%) foram descartados, 40 (31%) permanecem como suspeitos, sendo investigados pelos municípios.

 

Do total de cinco casos confirmados até o momento, três são importados (transmissão fora do estado) e dois são autóctones (transmissão dentro do estado), ambos residentes no município de Cunha Porã. O caso autóctone divulgado por São Miguel do Oeste permanece em investigação, aguardando o resultado do exame encaminhado ao laboratório de referência do estado.

 

Zika vírus

 

No período de 31 de dezembro de 2017 a 31 de março de 2018 foram notificados 35 casos de zika vírus em Santa Catarina, 27 (77%) foram descartados, sete (20%) permanecem como suspeitos e um (3%) como inconclusivo. Na comparação com o mesmo período de 2017, quando foram notificados 39 casos, observa-se uma redução de 10% na notificação em 2018 (35 casos).


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