Focos do mosquito Aedes aegypti continuam crescendo em SC

Mosquito é transmissor de doenças como dengue, zika vírus e chikungunya

Por Oeste Mais

16/08/2017 08h00 - Atualizado em 17/04/2020 14h39



O número de focos do mosquito Aedes aegypti vem crescendo em Santa Catarina. Em apenas 15 dias, 121 novos focos foram identificados no estado, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado nesta terça-feira, dia 15, pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) da Secretaria de Estado da Saúde (Dive/SES).

 

No total, 8.147 focos já foram identificados em 137 municípios neste ano, o que significa um volume 25% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. “Desses, 60 municípios são considerados infestados, o que aumenta o risco de transmissão, tanto nesses quanto nos demais, em função do trânsito de pessoas e da dispersão do mosquito transmissor”, alerta João Fuck, coordenador do Programa de Controle da Dengue em Santa Catarina.

 

Das três doenças transmitidas pelo mosquito – dengue, zika vírus e chikungunya – essa última é a que vem apresentando o maior número de casos. De 1º de janeiro a 29 de julho, conforme o boletim epidemiológico, 27 casos foram confirmados, sendo 25 importados, com local de infecção nos estados da Bahia, Ceará, Espirito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará e Roraima. Outros dois casos confirmados estão em investigação do local provável de infecção. Trinta e um casos permanecem como suspeitos, aguardando resultado laboratorial.

 

Em relação às demais doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, dez casos de dengue foram confirmados, sendo seis importados, um autóctone, um indeterminado e dois em investigação do local provável de infecção. Houve ainda um caso de zika vírus, importado. Na comparação com o boletim epidemiológico anterior, três novos casos de febre chikungunya e um de dengue foram registrados.


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