Com várias no Oeste, Santa Catarina tem 53 cidades infestadas pelo Aedes aegypti

Quantidade de focos é praticamente a mesma registrada no mesmo período do ano passado, aponta Dive

Por Oeste Mais

12/03/2017 11h03 - Atualizado em 17/04/2020 14h39





Nos dois primeiros meses do ano, Santa Catarina registrou 2.153 focos do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. Eles estão concentrados em 96 municípios, com 53 cidades consideradas infestadas.

 

Os números estão no boletim mais recente divulgado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) da Secretaria de Estado da Saúde, referente ao período de 1° de janeiro a 25 de fevereiro. A quantidade de focos é praticamente a mesma registrada no mesmo período do ano passado, quando foram identificados 2.310 em 104 municípios.

 

“Apesar de não estarmos registrando casos de dengue, não podemos nos tranquilizar. Os dados confirmam que o mosquito está presente e as ações de eliminação de criadouros e de controle vetorial devem se manter constantes”, enfatiza Suzana Zeccer, gerente de Vigilância de Zoonoses da Dive.

 

Em relação às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, o boletim informa que, nesse período, foi confirmado um caso de dengue, de uma pessoa residente no município de São Miguel do Oeste, que está aguardando definição do Local Provável de Infecção (LPI), e um caso de febre de chikungunya, em um residente no município de Florianópolis, que contraiu a doença no Pará.

 

No mesmo período do ano passado já haviam sido confirmados 1.337 casos de dengue em Santa Catarina. “Felizmente registramos uma grande redução na notificação de casos da doença, mas temos de nos manter vigilantes, pois as condições são favoráveis para acontecer transmissão diante de tantos focos identificados”, complementa João Fuck, coordenador do Programa de Controle da Dengue em Santa Catarina.


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