Profissionais da saúde participam de capacitação sobre doenças transmitidas pelo Aedes aegypti

Aumento da temperatura exige atenção maior para evitar o surgimento do mosquito

Por Oeste Mais

06/12/2016 09h58 - Atualizado em 17/04/2020 14h39



Profissionais responsáveis pela Vigilância Epidemiológica de 17 municípios participaram de palestra (Foto: Divulgação)

Médicos, enfermeiros e profissionais responsáveis pela Vigilância Epidemiológica dos 17 municípios que compreendem a área de abrangência da Gerência de Saúde da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Xanxerê participaram de uma palestra referente às doenças transmitidas pelo mosquito vetor Aedes aegypti. O médico infectologista Hugo Noal falou sobre a dengue, zika vírus e chikungunya.

 

Conforme a supervisora regional do programa de controle da dengue e bióloga, Elizandra Schoenardie, a reunião teve o objetivo de chamar a atenção dos profissionais para que a partir de agora, com o aumento da temperatura, estejam atentos aos sintomas que podem estar associados às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

 

“Existe uma dificuldade nos municípios para que seja feita a suspeita e o período correto para a coleta dos exames e comportamento das doenças e o diagnóstico. É fundamental que os profissionais já tenham este pensar diferente, quando da chegada de um paciente com febre, dor de cabeça, e outros sintomas característicos das doenças transmitidas pelo mosquito”, salienta Elizandra.

 

Ela explica que com o início do verão, a população de mosquitos deve aumentar e o alerta fica especialmente para os municípios que ainda estão infestados. “Estamos realizando a supervisão mensal e bimestral, de acordo com a necessidade, e repassando orientações tanto na parte de controle quanto vigilância epidemiológica. Estamos com frequência nos municípios para acompanhar o trabalho que vem sendo realizado no combate ao Aedes aegypti”.

 

Casos

 

Nos municípios que compreendem a área de abrangência da gerência de saúde da ADR de Xanxerê, ainda não há caso registrado, tanto autóctone quanto importado. “O que temos são do último verão. Tivemos o município de Bom Jesus com epidemia e Xanxerê com 20 casos autóctones, mas todos do último verão. Nenhum caso recente”, enfatiza Elizandra.

 

Dia D

 

A próxima sexta-feira, dia 9, será marcada por ações de combate ao mosquito. Conforme Elizandra, os municípios estão programando um Dia D com diversas atividades. “É fundamental o apoio da população no combate ao mosquito vetor e do comprometimento dos municípios”, destaca.

 

Ela sinaliza que a principal dica é o morador realizar a verificação do terreno, casa e arredores pelo menos uma vez por semana, eliminando os possíveis criadouros. Além das residências, comércios também precisam estar atentos. É preciso verificar os locais em que a água possa se acumular, como potes, tampas, vasos de plantas, calhas, lajes, caixas d’água, vasilhas de animais e outros locais que possam servir para a proliferação do mosquito.


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