Novos casos de dengue são notificados mesmo no inverno em Santa Catarina

Potenciais criadouros do Aedes aegypti devem ser eliminados durante todo o ano

Por Oeste Mais

11/08/2016 09h34 - Atualizado em 17/04/2020 14h39



Em períodos de baixas temperaturas, como nos meses de inverno, a circulação de mosquitos é bastante reduzida. Mas é preciso manter a atenção durante todo o ano para evitar a formação de potenciais criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. Os ovos podem permanecer até um ano e meio fixados nas paredes internas de recipientes secos, à espera das condições ideais para proliferação.

 

“Todos os recipientes que possam acumular água devem ser eliminados ou devem ser limpos semanalmente com água, escova e sabão”, reforça Eduardo Macário, diretor de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina.

 

O mais recente boletim epidemiológico, divulgado nesta quarta-feira, dia 10, aponta a confirmação de oito novos casos autóctones de dengue notificados em Santa Catarina entre os dias 23 de julho e 6 de agosto, sendo seis em Florianópolis, um em Xanxerê e um em Balneário Camboriú.

 

No mesmo período também foram confirmados quatro novos casos de febre do chikungunya, todos importados, dos quais dois foram notificados em Florianópolis, de pessoas vindas de Alagoas e da Bahia; um em Itapema, importado de Alagoas; e um em São José, importado do Rio de Janeiro.

 

Em relação aos casos de zika vírus, o boletim confirma quatros novos casos no estado, sendo três importados e um ainda sem Local Provável de Infecção (LPI), notificado em Itajaí. Dos importados, um foi notificado em Joinville, de pessoa vinda do Rio de Janeiro, e dois em Florianópolis, de pessoas do Rio de Janeiro e de São Paulo.


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