Combate ao mosquito Aedes aegypti não deve ser interrompido com a chegada do frio

Tendência é de queda no número de casos até a chegada do inverno, mas cuidados devem ser mantidos

Por Oeste Mais

30/04/2016 11h50 - Atualizado em 17/04/2020 14h39



Prevenção contra o Aedes aegypti deve ser contínua (Foto: James Tavares/Secom)

Com a chegada do frio em Santa Catarina, a população não deve se descuidar das medidas de prevenção da dengue, zika e febre chikungunya em função da aparente redução da população de mosquitos Aedes aegypti.

 

A gerente de Vigilância de Zoonoses e Entomologia da Secretaria de Estado da Saúde, Suzana Zeccer, ressalta que os cuidados devem ser mantidos durante todo o ano, como forma de evitar novos casos da doença. “A população de mosquitos diminui, porém, os ovos do Aedes aegypti podem sobreviver até um ano e meio em recipientes secos. Para o ovo eclodir é preciso que ele entre em contato com a água. Se o local em que ele foi depositado não for protegido corretamente, ele ficará ali esperando o momento propício para dar origem a um novo mosquito”, destaca.

 

No combate aos criadouros, as medidas de prevenção têm que ser transformadas em hábito. O Aedes aegypti é um mosquito urbano, que tem hábitos domésticos – 80% dos criadouros dele estão dentro das residências. As ações para eliminar focos e consequentemente prevenir surtos da doença dependem do empenho de toda a população e devem fazer parte da rotina.

 

Na prática, isso significa dedicar dez minutos da semana para procurar e eliminar possíveis focos de mosquito – caixas d’água, galões, tonéis, vasos de plantas, calhas, garrafas, lixo e bandejas de ar-condicionado, entre outros.

 

Após um período de altas temperaturas, Santa Catarina deve ter uma queda no número de casos até a chegada do inverno. Isso ocorre devido a uma redução no volume de chuvas e das temperaturas, o que torna o clima desfavorável para a reprodução do mosquito transmissor das doenças. Outro fator é a diminuição no número de pessoas suscetíveis ao vírus em circulação.

 

De acordo com dados apresentados no mais recente Boletim Epidemiológico da Diretoria de Vigilância da Secretaria de Estado da Saúde, 3.440 casos de dengue foram confirmados até 23 de abril de 2016 – um aumento de 17% em relação ao mesmo período do ano passado, que totalizou 2.629 casos. Ao total, 41 municípios são considerados infestados pelo Aedes aegypti.

 

“De fato há uma concentração de casos de dengue nos meses mais quentes, mas isso não significa que a dengue seja doença de uma única estação. O mosquito pode representar perigo durante todos os meses do ano”, reforça Suzana.


COMENTÁRIOS

Os comentários neste espaço são de inteira responsabilidade dos leitores e não representam a linha editorial do Oeste Mais. Opiniões impróprias ou ilegais poderão ser excluídas sem aviso prévio.