Concórdia vai investigar caso suspeito de transmissão de dengue no município

Criança já se recuperou da doença e retornou às atividades normais

Por Oeste Mais

10/04/2016 12h01 - Atualizado em 17/04/2020 14h39



A Secretaria Municipal de Saúde e a Gerência Regional de Saúde (Gersa) vão investigar a suspeita de contaminação por dengue em um menino de oito anos que reside na área central de Concórdia.

 

A criança começou a apresentar sintomas como dor de cabeça, febre e diarreia no fim do mês de março e foi atendida no município. Os sintomas persistiram e os pais procuraram um médico de confiança da família em Chapecó no dia 26 de março, onde foi realizada a coleta de material para exame de dengue, que teve resultado positivo.

 

A Vigilância Epidemiológica de Concórdia, juntamente com a Gersa e equipe de combate à dengue estão investigando o caso para definir o provável local de infecção. A criança já se recuperou da doença e retornou às atividades normais.

 

A enfermeira responsável pelo programa em Concórdia, Mara Sampaio, comenta que o que chama a atenção dos órgãos de saúde neste caso é que não há área de infestação do mosquito transmissor da dengue no município. "O que é comum é primeiramente ter a infestação do Aedes aegypti e depois o surgimento dos casos", afirma Mara Sampaio. Outro detalhe é que apenas uma pessoa foi confirmada com a doença nesse período, o que é incomum. Segundo as pesquisas científicas, a probabilidade é um mosquito picar várias pessoas.

 

O responsável regional pelo programa de combate à dengue, Felipe Gimenez, explica que já foi realizada a verificação nos locais em que essa criança rotineiramente frequenta para saber se há focos do mosquito. "Não foi encontrada a presença de larvas em nenhum dos locais vistoriados, o que reafirma a hipótese de o menino não ter sido contaminado em Concórdia", enfatiza Gimenez.

 

O secretário de Saúde, Alessandro Vernize, reforça que em Concórdia há um trabalho permanente de combate à dengue, realizado em parceria entre estado e município. "Temos 400 armadilhas que são monitoradas semanalmente. Além disso, fazemos a vistoria em 44 pontos estratégicos e acompanhamos diariamente as denúncias levadas à Vigilância Sanitária", afirma o secretário.

 

O próximo passo será fazer uma segunda análise da amostra de sangue que foi coletada da criança. O novo exame vai ser realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Estado (Lacen), de Florianópolis. Além disso, as investigações epidemiológicas vão continuar sendo feitas pelas equipes de saúde em Concórdia.


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