Mais de dois terços dos casos de dengue em SC são de Pinhalzinho

Dos 1,5 mil casos confirmados em novo boletim da Dive, mais de mil são do município do Oeste

Por Jeferson Rubens Coppini

16/03/2016 14h18 - Atualizado em 17/04/2020 14h39



Aedes aegypti transmite zika, dengue, chikungunya e febre amarela (Foto: Luis Robayo/AFP)

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) divulgou nesta quarta-feira um novo boletim sobre a dengue, zika e chikungunya, com dados referentes até a Semana Epidemiológica número 10, de 1º de janeiro a 12 de março deste ano.

 

No período, foram notificados 5.120 casos suspeitos de dengue no estado. Do total, 1.506 (29%) foram confirmados (1.252 pelo critério laboratorial e 254 pelo critério clínico epidemiológico), 2.127 (42%) foram descartados por apresentarem resultado negativo para dengue e 1.487 (29%) casos estão em investigação pelos municípios.

 

Do total de casos confirmados (1.506) até o momento, 1.333 (89%) são autóctones, com transmissão dentro de Santa Catarina, 123 (8%) são importados (transmissão fora do estado) e 50 (3%) estão aguardando definição do local provável de infecção.

 

Até o momento existe a confirmação de transmissão autóctone de dengue em 17 municípios de Santa Catarina: Balneário Camboriú, Bom Jesus, Caibi, Chapecó, Coronel Freitas, Descanso, Itajaí, Itapema, Itapoá, Modelo, Pinhalzinho, São José do Cedro, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, Saudades, Serra Alta e Xanxerê.

 

O município de Pinhalzinho apresenta o maior número de casos autóctones (1.091) no estado, com uma taxa de incidência de 5.835,5 casos por 100 mil habitantes. Além de Pinhalzinho, Serra Alta tem uma taxa de incidência de 483,1 casos por 100 mil habitantes, Descanso apresenta 376,2 por 100 mil habitantes, Coronel Freitas o número de 313,7 casos por 100 mil habitantes e Bom Jesus o índice de 283,6 por 100 mil habitantes.

 

Focos do mosquito

 

Em relação aos focos do mosquito Aedes aegypti, em 2016 foram identificados 2.994 em 112 municípios. Atualmente há 32 municípios considerados infestados: Anchieta, Balneário Camboriú, Bom Jesus, Chapecó, Cordilheira Alta, Coronel Freitas, Coronel Martins, Cunha Porã, Descanso, Florianópolis, Guaraciaba, Guarujá do Sul, Itajaí, Itapema, Joinville, Maravilha, Nova Itaberaba, Novo Horizonte, Palmitos, Passo de Torres, Pinhalzinho, Planalto Alegre, Princesa, Quilombo, São Bernardino, São José, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, Serra Alta, União do Oeste, Xanxerê e Xaxim.

 

A definição de infestação é realizada de acordo com a disseminação e manutenção dos focos.  Os municípios de Bom Jesus e Descanso, embora não tenham informado até o momento disseminação e manutenção dos focos de Aedes aegypti, foram considerados infestados em função da elevada taxa de incidência de dengue em seus territórios (autoctonia).

 

Óbito

 

No último domingo, dia 13, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (Dive/SC) foi notificada pela Secretaria de Saúde de Chapecó acerca da ocorrência de um caso suspeito de dengue que evoluiu para óbito.

 

O Laboratório Central de Saúde Pública do Estado de Santa Catarina (Lacen/SC) recebeu na segunda-feira, dia 14, quatro amostras de sangue para realização de diagnóstico laboratorial para dengue. Os resultados não apontaram conclusão definitiva do diagnóstico, sendo necessário encaminhamento das amostras para o Instituto Adolpho Lutz de São Paulo (IAL/SP), que faz uma análise complementar. A previsão é que os resultados sejam divulgados na próxima semana.

 

Febre de chikungunya

 

No período de 1º de janeiro a 12 de março de 2016 foram notificados 244 casos suspeitos de febre de chikungunya em Santa Catarina. Do total, 13 (5%) foram confirmados, 60 (25%) descartados e 171 (70%) permanecem em investigação. Dos casos confirmados (13), 12 são importados e um está em investigação para definir o local provável de infecção.

 

Zika vírus

 

Também foram notificados no mesmo período 178 casos suspeitos de febre do zika vírus, com 13 (7%) confirmados (12 pelo critério clínico-epidemiológico e um pelo critério laboratorial), 73 (41%) foram descartados e 92 (52%) permanecem em investigação. Todos os casos confirmados são importados. Eles foram identificados em Belmonte, Braço do Norte, Brusque, Camboriú, Florianópolis, Ipuaçu, Luiz Alves, Paraíso, São João do Sul, Videira e Xanxerê. Os prováveis locais de infecção foram os estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo e Sergipe.


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