Epidemia de dengue atinge três municípios do Oeste

Conforme boletim epidemiológico, 30 cidades estão infestadas pelo Aedes aegypti

Por Oeste Mais

09/03/2016 10h42 - Atualizado em 17/04/2020 14h39



Pinhalzinho, Serra Alta e Descanso têm epidemia de dengue (Foto: Reuters/Jaime Saldarriaga)

As cidades de Pinhalzinho, Serra Alta e Descanso estão em meio a uma epidemia da dengue, segundo o relatório da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) divulgado na terça-feira, dia 8.

 

Nos primeiros dois meses de 2016, dos 4,1 mil casos suspeitos no estado, 26% estão confirmados - totalizando 1050. Trinta municípios são considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypti.

 

A circulação autóctone de dengue, com transmissão dentro de Santa Catarina, foi confirmada em 17 municípios, conforme o boletim epidemiológico.

 

Epidemia de dengue

 

Do total de 898 casos autóctones de dengue, 725 (80,7%) são de Pinhalzinho, 56 são de Chapecó (6,2%) e 26 casos são de Descanso (2,9%).

 

Conforme a Dive, Pinhalzinho apresenta uma taxa de incidência de 3.877 casos por 100 mil habitantes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define o nível de transmissão como epidêmico para aqueles municípios com incidência maior ou igual a 300 casos de dengue por 100 mil habitantes.

 

Além de Pinhalzinho, Serra Alta possui uma taxa de incidência de 362,3 casos por 100 mil habitantes e Descanso de 305,7 por 100 mil habitantes.

 

Comparação com 2015

 

Dos 4,1 mil casos notificados, 41%, foram descartados e 34% estão sendo investigados. Conforme a Dive, o número de casos notificados teve um aumento de 30% se comparados ao mesmo período de 2015.

 

Dos 1050 casos confirmados, 898 (86%) são autóctones,107 (10%) são importados, foram transmitidos fora do estado, e 45 (4%) estão aguardando definição do Local Provável de Infecção (LPI). De acordo com o último boletim epidemiológico, em relação aos casos autóctones, 2016, teve um aumento de 14% na comparação com o mesmo período de 2015.

 

Febre Chikungunya

 

Foram notificados até 5 de março, 182 casos suspeitos de febre Chikungunya em Santa Catarina. Desses, 9 (5%) foram confirmados, 20 (11%) foram descartados e 153 (84%) permanecem em investigação.

 

Dos casos confirmados, 8 são importados e um está em investigação para definir o local provável de infecção.

 

Zika vírus

 

Foram notificados 173 casos suspeitos de zica vírus em Santa Catarina. Desses, 13 (8%) foram confirmados, 98 (57%) foram descartados e 62 (36%) permanecem em investigação.

 

Todos os casos confirmados são importados e foram identificados em Belmonte, Braço do Norte, Brusque, Camboriú, Florianópolis, Ipuaçu, Luiz Alves, Paraíso, São João do Sul, Videira e Xanxerê. Os prováveis locais de infecção foram os estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo e Sergipe.

 

Influenza

 

De janeiro a março, seis casos foram confirmados de influenza, pelo vírus Influenza A (H1N1). Destes, três são de Blumenau, no Vale do Itajaí, dois são de Florianópolis e um é de São José, na Grande Florianópolis.

 

Infestados pelo Aedes

 

Atualmente, há 30 municípios considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypti: Anchieta, Balneário Camboriú, Chapecó, Cordilheira Alta, Coronel Freitas, Coronel Martins, Cunha Porã, Florianópolis, Guaraciaba, Guarujá do Sul, Itajaí, Itapema, Joinville, Maravilha, Nova Itaberaba, Novo Horizonte, Palmitos, Passo de Torres, Pinhalzinho, Planalto Alegre, Princesa, Quilombo, São Bernardino, São José, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, Serra Alta, União do Oeste, Xanxerê e Xaxim. Conforme a Dive, a definição de infestação é realizada de acordo com a disseminação e manutenção dos focos.

 

Sala de situação

 

Os 28 municípios infestados pelo Aedes aegypti implantaram a sala de situação municipal. Os municípios de Quilombo e São José,que  passaram a ser considerados infestados,  também foram orientados, sendo que São José já comunicou a instalação.

G1/SC


COMENTÁRIOS

Os comentários neste espaço são de inteira responsabilidade dos leitores e não representam a linha editorial do Oeste Mais. Opiniões impróprias ou ilegais poderão ser excluídas sem aviso prévio.