Chegam a 15 os casos confirmados de dengue e cinco de zika vírus em SC

Números constam em novo relatório divulgado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica

Por Jeferson Rubens Coppini

03/02/2016 10h53 - Atualizado em 17/04/2020 14h39



Aedes aegypti transmite dengue, chikungunya e zika vírus (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

No período de 1º a 30 de janeiro deste ano, 879 casos de dengue foram notificados em Santa Catarina. Do total, 828 (94%) estão em investigação, aguardando resultado laboratorial, 15 (2%) foram confirmados pelo e 36 (4%) descartados.

 

Os números constam no novo boletim de dengue, zika e chikungunya divulgado nesta terça-feira, dia 2, pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) da Secretaria de Estado da Saúde.

 

Do total de casos confirmados de dengue, um foi contraído no próprio estado, no município de Pinhalzinho, Oeste catarinense. A cidade inclusive está na lista das considerada infestada pelo mosquito. Outros nove foram contraídos fora do estado e cinco estão sob investigação para descobrir o local de contaminação.

 

Chikungunya

 

De 1º a 30 de janeiro de 2016 foram notificados oito casos suspeitos de febre chikungunya em Santa Catarina. Todos permanecem em investigação.

 

Zika vírus

 

De acordo com o boletim, são 36 casos suspeitos de febre do zika vírus em todo o estado dentro do mesmo período. Cinco (14%) foram confirmados (quatro pelo critério clínico-epidemiológico e um pelo critério laboratorial), 18 (50%) descartados e 13 (36%) permanecem em investigação.

 

Todos os casos confirmados são importados. Eles foram identificados em Braço do Norte, Brusque, Florianópolis e Ipuaçu. Os prováveis locais de infecção foram os estados do Mato Grosso, Rio de Janeiro e Sergipe.

 

Municípios infestados pelo mosquito

 

São 28 municípios considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypti: Anchieta, Balneário Camboriú, Chapecó, Cordilheira Alta, Coronel Freitas, Coronel Martins, Cunha Porã, Florianópolis, Guaraciaba, Guarujá do Sul, Itajaí, Itapema, Joinville, Maravilha, Nova Itaberaba, Novo Horizonte, Palmitos, Passo de Torres, Pinhalzinho, Planalto Alegre, Princesa, São Bernardino, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, Serra Alta, União do Oeste, Xanxerê e Xaxim. A definição de infestação é realizada de acordo com a disseminação e manutenção dos focos.

 

Orientações para evitar a proliferação do Aedes aegypti:

 

- Evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usar, coloque areia até a borda;

- Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;

- Mantenha lixeiras tampadas;

- Deixe os depósitos para guardar água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;

- Plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;

- Trate a água da piscina com cloro e limpe uma vez por semana;

- Mantenha ralos fechados e desentupidos;

- Lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;

- Retire a água acumulada em lajes;

- Dê descarga no mínimo uma vez por semana em banheiros pouco usados;

- Mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;

- Evite acumular entulho, pois podem se tornar locais de foco do mosquito da dengue.

- Denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde;

- Caso apresente sintomas de dengue, chikungunya o Zika vírus, procure uma unidade de saúde para atendimento.


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