Mude seu estilo de vida e fuja de dietas milagrosas

Por Reges Costa

15/12/2017 14:36 - Atualizado em 31/01/2018 23:11




Frequentemente surgem novas dietas, alimentos emagrecedores ou produtos que prometem “queimar” gordura. É uma busca incessante e desesperadora por milagres ou algo que ainda não tenhamos realizado. Entretanto são “velhas dietas” com uma nova “roupagem” ou promessas mentirosas sem nenhum fundamento científico.

 

Todo programa alimentar deve ser individualizado de acordo com objetivos, história clínica, preferências alimentares, análise de exames, prática esportiva e estilo de vida. É algo complexo que exige um estudo de vários fatores e individualidades.

 

Life Style

 

Dieta ou alimentação significa “estilo de vida”. Mas quando precisamos fazer um programa para perda de peso deve estar associado a mudanças no comportamento para aumentar o gasto energético e reequilibrar a ingestão alimentar promovendo balanço energético negativo, ou seja gastando mais energia, do que a consumida. O aumento do gasto energético pode ser alcançado com estilo de vida mais ativo e a prática regular de exercício físico.

 

Em relação à alimentação, normalmente, os programas criam um déficit energético de 500 a 1000 calorias para redução de 500g a 1kg por semana, percas muito acima disso provavelmente irão gerar uma perca hídrica ou de massa muscular, o que nunca é benéfico.

 

A escolha mais adequada

 

A melhor dieta é aquela que mais se aproxima do estilo de vida do indivíduo, hábitos que possam ser incorporados e que promovam mudanças na alimentação por toda a vida. Não existem dietas prontas e padronizadas, pois não irão tratar das individualidades e serão de difícil adesão a longo prazo.

 

Existem muitas dietas recomendadas com baixas calorias, utilizando 1000 a 1200 calorias diárias e dietas de muito baixas calorias (very low calories diets) com 500 a 800 calorias diárias. Nos seis primeiros meses promovem maior perda de peso do que as dietas “convencionais”, entretanto há maior chance de reganho, e a perda de massa muscular será grande. No período de um ano os resultados conseguidos com os diferentes tipos de “dietas” são muito similares.

 

Dietas muito restritivas, monótonas e rígidas não são sustentáveis, são utilizadas por um período limitado de tempo e não promovem mudança no comportamento. Com alta restrição energética é impossível atingir as recomendações de macro e micronutrientes. Elas normalmente excluem determinados grupos alimentares e possuem alta correlação com compulsão alimentar e outros distúrbios alimentares. Podem oferecer riscos à saúde.

 

O sucesso do programa alimentar para redução do peso e da gordura corporal se dá ao atingir e manter o peso perdido, objetivando sempre a perda de gorduras e não de massa muscular. Não existe alimento, dieta ou exercício mágico que seja “emagrecedor” ou  que “queime” gorduras. É necessário mudança no estilo de vida, adquirir hábitos de vida saudáveis, ter foco nos seus objetivos e estar pronto para negociar. Não se deixe enganar por promessas tentadoras e milagrosas. Tenha uma “boa composição” corporal, e não apenas um peso adequado, e isso requer investimento em você e renúncias. 

 

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Reges Costa

Colunista

Nutricionista Esportivo. Pós graduado em Nutrição Esportiva. Acadêmico de Bacharelado em Educação Física. Sócio proprietário da Performance Academia e Studio.

reges_costa@yahoo.com.br


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