TSE vai tratar de fake news com WhatsApp e quer app para denúncia

Para conselheiros, Corte Eleitoral subestimou o impacto da proliferação de notícias falsas durante a campanha

11/10/2018 10:37 - Atualizado em 11/10/2018 10:37


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai marcar uma reunião para os próximos dias com representantes do WhatsApp com o objetivo de discutir a disseminação de fake news na campanha eleitoral brasileira, especialmente aquelas que atingem a imagem da Justiça Eleitoral e a segurança do sistema.

 

O TSE também pretende utilizar o próprio site do tribunal para catalogar boatos dirigidos à instituição e reiterar que não há comprovação de fraude em 22 anos de utilização das urnas eletrônicas.

TSE busca medidas para combater fake news (Foto: Lalo de Almeida/Folhapress)

Em outro esforço, a Corte Eleitoral está trabalhando em um aplicativo com o qual os próprios usuários poderão denunciar fake news — ainda não se sabe se a ferramenta será concluída antes do segundo turno, marcado para o dia 28 de outubro.

 

Esses assuntos foram debatidos durante reunião nesta quarta-feira, dia 10, com os integrantes do Conselho Consultivo sobre Internet e Eleições, que se encontrou pela primeira vez durante o período eleitoral — a última reunião havia sido em 4 de junho, antes de a ministra Rosa Weber assumir a presidência do TSE.

 

As plataformas WhatsApp, Facebook e Google não foram convidadas para a reunião, mas deverão participar do próximo encontro, previsto para o dia 22 de outubro. Antes disso, auxiliares do TSE pretendem conversar com representantes do aplicativo de mensagens instantâneas para tratar da utilização da plataforma na proliferação de notícias falsas.

 

A falta de uma definição por parte do TSE sobre a estratégia a ser adotada para prevenir a disseminação de boatos e a ausência de uma tipificação penal para enquadrar a proliferação delas abriu caminho para um grande número de fake news distribuídas no primeiro turno das eleições, na avaliação de investigadores e conselheiros do TSE. Para conselheiros ouvidos reservadamente, a Corte Eleitoral subestimou o impacto do problema durante a campanha. Para um deles, o TSE “está atuando a reboque dos fatos”.

Da Veja


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