Amai vai levar para marcha dos prefeitos preocupação de municípios com programa Mais Médicos

Evento em Brasília está marcado para a próxima semana, entre os dias 8 e 11 de abril

Por Oeste Mais

02/04/2019 08:21 - Atualizado em 02/04/2019 08:21



A Associação dos Municípios do Alto Irani (Amai) pretende levar a preocupação dos municípios da região com o programa Mais Médicos para ser debatida pelos prefeitos na XVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, que será realizada na próxima semana, entre os dias 8 e 11 de abril.

 

Em 2018, após quase seis anos desde o lançamento do programa, o governo federal iniciou um processo de mudanças após o término do acordo entre Brasil e Cuba.  Na última semana, durante audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, informou que pretende regularizar a situação de cerca de dois mil médicos cubanos que ainda permaneceram no Brasil.

Janice Merigo e Eliéze Comachio (Foto: Divulgação/Amai)

Uma reformulação do programa está em estudo, com as medidas devendo ser enviadas ao Congresso Nacional ainda neste mês. Uma das mudanças está relacionada à análise do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das cidades e avaliação da necessidade com base da presença ou ausência de médicos.

 

Um levantamento do governo, divulgado em 2016, apontou que o programa é responsável por 48% das equipes de atenção básica em municípios com até dez mil habitantes. Na região da Amai, segundo site do PMM, 14 profissionais atendem em oito municípios — Abelardo Luz, Bom Jesus, Entre Rios, Ipuaçu, Ponte Serrada, São Domingos, Xanxerê e Xaxim.

 

Diante das incertezas do programa, a prefeita de São Domingos e presidente da Amai, Eliéze Comachio, discutiu o assunto com a assistente social da Federação Catarinense de Municípios (Fecam), Janice Merigo.

 

Segundo Eliéze, o assunto preocupa os municípios, já que o programa é muito importante para elevar o alcance da saúde pública nos locais mais isolados das capitais. “O programa possibilitou uma cobertura ainda maior da saúde pública. Podemos dizer que foi a primeira vez em nossa história que os médicos conseguiram chegar às famílias dos municípios pequenos”, comenta.

 

Janice afirma que a Fecam acompanha de perto o processo de mudança, desde o anuncio em 2018. “Essa alteração do programa para regras ainda em formulação nos preocupa muito, pois o programa foi essencial para amplitude da saúde nos municípios”, avalia.


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