CPI deve pedir indiciamento de Bolsonaro, filhos do presidente, ministros e ex-ministros

Parecer do relator Renan Calheiros (MDB-AL) será lido no próximo dia 19 e votado no dia 20

Por Redação Oeste Mais

15/10/2021 15h44 - Atualizado em 15/10/2021 15h44



O relatório final da CPI da Covid deve pedir o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro por 11 crimes na condução da pandemia. Ministros, ex-ministros e filhos do presidente também devem ser responsabilizados por crimes relacionados ao enfrentamento da Covid-19. As informações foram publicadas pelo g1 nesta sexta-feira, dia 15, após apuração da TV Globo.

 

De acordo com a reportagem, o relatório final será lido na próxima terça-feira, dia 19, e a previsão é que a votação ocorra no dia seguinte. Se aprovado pela maioria dos senadores da CPI, o relatório será enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que terá a tarefa de conduzir as investigações sobre os indiciados com foro privilegiado, como o presidente Bolsonaro, ministros e parlamentares federais.

 

Em quase seis meses de CPI, os senadores interrogaram 59 pessoas. As mais de mil páginas do relatório do senador Renan Calheiros (MDB-AL) devem trazer o "Raio X" dos comportamentos e atitudes do presidente Jair Bolsonaro e de três de seus filhos, de ministros e ex-ministros durante a pandemia, além de vários outros investigados.

 

O documento deve apontar os seguintes crimes:

 

▪ Epidemia com resultado de morte;

▪ Infração de medida sanitária preventiva;

▪ Charlatanismo;

▪ Incitação ao crime;

▪ Falsificação de documento particular;

▪ Emprego irregular de verbas públicas;

▪ Prevaricação;

▪ Genocídio de indígenas;

▪ Crime contra a humanidade;

▪ Crime de responsabilidade - por violação de direito social e incompatibilidade com dignidade, honra e decoro do cargo;

▪ Homicídio comissivo por omissão no enfrentamento da pandemia;

 

O relatório também deve pedir o indiciamento de:

 

● senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ): advocacia administrativa; incitação ao crime; improbidade administrativa;

 

● deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP): incitação ao crime;

 

● vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ): incitação ao crime;

 

● três ministros do governo Bolsonaro: Marcelo Queiroga (Saúde), Onyx Lorenzoni (Secretaria-Geral) e Wagner Rosário (Controladoria Geral da União);

 

● dois ex-ministros: Eduardo Pazuello (Saúde) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores).


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