Vacina da Pfizer começou a ser ofertada ao Brasil em agosto de 2020 por US$ 10 a dose, diz gerente-geral da Pfizer

Carlos Murillo presta depoimento nesta quinta-feira em CPI da Covid-19, que está no sexto dia de depoimentos

Por Oeste Mais

13/05/2021 11h52



Carlos Murillo, gerente-geral da Pfizer para a América Latina (Foto: Reprodução/TV Senado)

O gerente-geral da Pfizer para a América Latina, Carlos Murillo, afirmou nesta quinta-feira, dia 13, à CPI da Covid, que a vacina da Pfizer foi ofertada ao Brasil em agosto de 2020 por US$ 10 a dose. Segundo ele, o governo brasileiro não respondeu, entre agosto e setembro do ano passado, ofertas de contratos apresentados pela empresa.

 

As ofertas previam 1,5 milhão de doses da vacina ainda em 2020. "Nossa oferta de 26 de agosto, como era vinculante, e como estávamos nesse processo com todos os governos [de outros países] tinha validade de 15 dias. Passados esses 15 dias, o governo do Brasil não rejeitou, mas tampouco aceitou", afirmou Murillo.

 

Este é o sexto dia de depoimentos da comissão parlamentar de inquérito do Senado, que apura ações e omissões do governo federal no enfrentamento da pandemia de Covid e eventual desvio de verbas federais enviadas a estados e municípios.

 

A Pfizer, ao lado da BioNTech, foi uma das primeiras empresas a apresentar vacinas contra o novo coronavírus ao mundo. A vacina do laboratório é a única com registro definitivo aprovado pela Anvisa.

 

Para parte dos integrantes da CPI, o governo Jair Bolsonaro foi "incompetente" e "pouco se empenhou" para comprar doses do imunizante desenvolvido pelo laboratório.

 

Nesta quinta-feira, dia 12, em depoimento à CPI, Wajngarten contou que a Pfizer encaminhou ao governo brasileiro, em setembro de 2020, uma carta em que dizia estar disposta a "fazer todos os esforços" para garantir reserva de doses à população brasileira. Wajngarten disponibilizou o documento à CPI.

 

Na carta, a empresa também afirma que a equipe da empresa no Brasil se reuniu com integrantes dos Ministérios da Economia e da Saúde e com a embaixada brasileira nos Estados Unidos; diz que apresentou uma proposta para fornecer "potencial vacina" que poderia proteger "milhões de brasileiros"; afirma que até aquela data não havia obtido respostas do governo brasileiro.

Com informações do G1


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