Moisés é absolvido em processo de impeachment por compra de respiradores; veja como votou cada julgador

Governador retornará ao cargo após decisão em sessão de julgamento nesta sexta-feira

Por Oeste Mais

07/05/2021 13h48 - Atualizado em 14/06/2021 22h01



Carlos Moisés reassume governo de Santa Catarina ao ser absolvido de impeachment (Foto: Maurício Vieira/Secom)

O Tribunal de Julgamento decidiu no início da tarde desta sexta-feira, dia 7, absolver Carlos Moisés (PSL) do processo de impeachment por crime de responsabilidade na compra de 200 respiradores para pacientes da Covid-19, por R$ 33 milhões, adquiridos com pagamento antecipado e dispensa de licitação. Foram 6 a 4 votos para a absolvição.

 

Com a decisão, Moisés volta ao posto de governador. Ele estava afastado do cargo desde 30 de março, quando o tribunal do impeachment aceitou a denúncia contra ele na parte dos respiradores. Desde então, o governo de Santa Catarina era comandado pela vice-governadora Daniela Reinehr (sem partido).

 

O julgamento começou às 9h06 desta sexta-feira, dia 7. Se fosse condenado, Moisés perderia o cargo de forma definitiva. Por causa da pandemia, a sessão ocorreu por videoconferência.

 

Dos 200 respiradores, apenas 50 chegaram em Santa Catarina e foram confiscados pela Receita Federal por irregularidades nos documentos. Desses, 11 foram aprovados pelo Estado e estão sendo usados, mas nenhum em unidade de terapia intensiva, por não se enquadrarem dentro das exigências solicitadas. O governo ainda tenta notificar a empresa sobre rescisão da compra e ainda não recuperou todo o dinheiro pago a ela.

 

Como votou cada julgador

 

? Desembargadora Sônia Schmitz – Sim

? Deputado Marcos Vieira (PSDB) – Não

? Desembargador Roberto Pacheco – Sim

? Deputado José Milton Scheffer (PP) – Não

? Desembargador Luiz Zanelato – Sim

? Deputado Valdir Cobalchini (MDB) – Não

? Desembargadora Rosane Portela Wolff (relatora) – Sim

? Deputado Fabiano da Luz (PT) – Não

? Desembargador Luiz Fornerolli – Sim

? Deputado Laércio Schuster (PSB) – Sim

Com informações do G1


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