‘Lamentamos as mortes, é como num campo de batalha’, diz Bolsonaro em visita a Chapecó

Presidente de República não anunciou medida efetiva e disse que visitou o município para ‘dar exemplo’

Por Redação Oeste Mais

07/04/2021 11h17 - Atualizado em 07/04/2021 11h26





O presidente Jair Bolsonaro visitou Chapecó na manhã desta quarta-feira, dia 7. No maior município do Oeste, ele participou de um evento fechado para 200 pessoas no teatro do Centro de Eventos, que tem capacidade para mil pessoas. O local abrigou o Centro Avançado de Atendimento Covid, desativado no final de semana.

 

O presidente teceu elogios às ações realizadas em Chapecó para o combate à pandemia. “Nós temos que unir força para vencer esse inimigo. Não podemos ficar em casa ad eternum [eternamente], esperando que a solução caia do céu. Lamentamos as mortes, é como num campo de batalha, mas se nada fizermos, seremos derrotados”, manifestou.

 

Bolsonaro voltou a defender a liberdade do médico para a escolha do tratamento dos pacientes com Covid-19. “Eu não sei salvar vidas, não sou médico, não sou enfermeiro, mas não posso tolher a liberdade do médico ou até mesmo do enfermeiro, ele tem que buscar uma alternativa para isso”.

 

Ao voltar a defender tratamentos que não têm comprovação científica, o preside lembrou de quando se infectou com o vírus. “Eu fui acometido de Covid, procurei não me apavorar, tomei um medicamento, todo mundo sabe qual foi, no dia seguinte estava bom, muitos fizeram isso. Não podemos admitir impor limite a médico. Se o médico não quer receitar aquele medicamento, que não receite. Se o outro cidadão qualquer acha que aquele medicamento está errado, que não tem comprovação científica, que não use”, defendeu.

 

Sem anunciar nenhuma medida efetiva, Bolsonaro ainda explicou porque decidiu visitar Chapecó. “Fiquei sabendo que ele [João Rodrigues] queria ir a Brasília, falei não, eu tenho que dar exemplo, eu vou a Chapecó”, comentou o presidente, que falou ainda sobre o relacionamento com a imprensa. “A nossa briga não é com a imprensa brasileira, o que nós queremos é que cada vez mais essa imprensa divulgue a verdade dos fatos. Não é tolhendo, censurando, seja lá o que for, que vamos achar uma solução para esse grave problema que temos”.

 

Participaram da reunião diversas autoridades. Entre elas, o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, a governadora em exercício de Santa Catarina, Daniela Reinehr, e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Após o evento, Bolsonaro foi para Foz do Iguaçu (PR), dirigindo-se de volta para o aeroporto do município pouco depois das 11 horas da manhã.

 

Até por volta das 11 horas da manhã de hoje, Chapecó não havia divulgado o boletim desta quarta-feira. Até ontem, segundo os dados, o município teve 541 mortes provocadas pela Covid-19. No boletim desta terça-feira também houve um aumento de 214 casos ativos em relação aos dados de segunda-feira. Desde o início da pandemia, 34.116 casos já foram registrados, com 32.969 pacientes recuperados. Os leitos de UTI seguem 100% ocupados.


COMENTÁRIOS

Os comentários neste espaço são de inteira responsabilidade dos leitores e não representam a linha editorial do Oeste Mais. Opiniões impróprias ou ilegais poderão ser excluídas sem aviso prévio.