STF retoma julgamento sobre suspeição de Moro nesta terça-feira

Ministro Nunes Marques vai apresentar seu voto no julgamento que trata da suspeição do ex-juiz

Por Oeste Mais

23/03/2021 11h03 - Atualizado em 23/03/2021 11h03



O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), vai apresentar nesta terça-feira, dia 23, seu voto no julgamento que trata da suspeição do ex-juiz da Lava Jato Sérgio Moro.

 

Há duas semanas, o ministro pediu mais tempo para analisar o caso. O julgamento, que começou em 2018, está empatado em 2 a 2.

 

O ministro Gilmar Mendes decidiu pautar o caso para hoje depois de ser informado que o voto de Nunes Marques estava pronto.

 

Mendes, seguido do ministro Ricardo Lewandoski votou pela suspeição no caso do triplex do Guarujá, que envolve o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Já o relator da Lava Jato, Edson Fachin, e a ministra Cármen Lúcia votaram a favor do ex-juiz Moro.

 

Relembre as acusações contra Moro

 

Em junho de 2019, veículos de imprensa iniciaram a publicação de conversas realizadas pelo aplicativo de mensagens Telegram envolvendo o ex-juiz Sergio Moro, o promotor Deltan Dallagnol e outros integrantes da força-tarefa da Lava Jato. Todos os envolvidos negam a autenticidade das conversas e repudiam o vazamento de mensagens privadas

 

As conversas, obtidas e vazadas por um hacker, indicam um conluio entre o então juiz federal e os membros da força-tarefa em Curitiba. De acordo com as mensagens, Moro concedeu informações privilegiadas aos procuradores, auxiliou o Ministério Público Federal a construir casos e orientou a promotoria ao sugerir que modificassem algumas fases da operação. Além disso, o ex-juiz também cobrou agilidade em novas operações, concedeu conselhos estratégicos, forneceu pistas informais e sugeriu recursos ao MPF.

 

Com a ampla repercussão das mensagens, o Ministério Público Federal, a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba e o próprio Sérgio Moro questionaram a autenticidade, legalidade e origem das conversas obtidas pela imprensa. Um mês após o início da publicação de reportagens pela mídia, em julho de 2019, a Polícia Federal deflagrou a Operação Spoofing e prendeu o hacker suspeito de invadir os celulares de Moro e outras autoridades.

Com informações da CNN Brasil

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