Vereador é indiciado por crime eleitoral no Oeste

Além da compra de votos, vereador foi indiciado por transporte ilegal de eleitores e boca de urna

Por Oeste Mais

17/03/2021 16h54 - Atualizado em 17/03/2021 16h54



Um vereador e outras oito pessoas foram indiciadas na última semana por crime eleitoral ocorrido nas eleições de 2020, em Pinhalzinho, no Oeste de Santa Catarina. O inquérito foi encaminhado à Justiça Eleitoral. 

 

Segundo informações da Polícia Civil, no dia das eleições municipais, em 15 de novembro de 2020, quatro homens foram autuados em flagrante por estarem realizando boca de urna, transporte ilegal de eleitores e compra de voto nas proximidades da escola Marcolino Eckert.

 

Na ocasião, com um deles foi encontrado R$ 3 mil em espécie, além de “santinhos” de candidato a vereador.

 

A partir daí a Polícia Civil passou a aprofundar as investigações, descobrindo-se que o então candidato a vereador de Pinhalzinho (que acabou sendo eleito) se valia de seu irmão e outros dois homens que trabalhavam em sua campanha para a compra de votos.

 

A compra se dava de várias formas, sendo oferecido diversos tipos de vantagem. O mais comum era oferecer R$50,00 (ou quantidade de gasolina correspondente a esse valor) em troca de cada voto. Em alguns casos chegou a ser oferecido R$100,00 por voto. Com uma eleitora identificada se chegou a encomendar 6 votos (por R$300,00).

 

Pela equipe do vereador foi oferecido transporte a eleitores de Nova Erechim, Chapecó, Maravilha, dentre outros.

 

O vereador e seus dois “ajudantes” foram indiciados pelos crimes de compra de voto, transporte ilegal de eleitores (já que eles levavam eleitores para votar e depois os levavam para casa, o que é vedado pela legislação eleitoral) e por boca de urna. O irmão dele foi indiciado por compra de voto e transporte ilegal de eleitores.

 

Além disso, outras cinco pessoas (potenciais eleitores) também foram indiciadas por delito eleitoral, já que também comete crime quem negocia seu voto em troca de alguma vantagem.

 

A pena para o crime de transporte ilegal de eleitores é de reclusão, de quatro a seis anos; para a compra e venda de votos, é de reclusão, de até quatro anos; e para a boca de urna é de detenção, de seis meses a um ano.


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