Deputado Júlio Garcia, presidente da Alesc, tem prisão domiciliar decretada

Informação foi confirmada pelo advogado dele nesta manhã de terça-feira

Por Oeste Mais

19/01/2021 11h01 - Atualizado em 19/01/2021 11h01



Presidência da Alesc, Julio Garcia (Foto: Rodolfo Espínola)

O presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), Júlio Garcia (PSD), teve a prisão domiciliar decretada na manhã desta terça-feira, dia 19, em Florianópolis, na segunda fase da Operação Alcatraz. 

 

Segundo o advogado, o mandado prevê prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica. Ele também disse que a defesa ainda não se manifestará pois não teve acesso aos detalhes da decisão que embasaram o pedido de prisão.

 

Além do deputado e presidente da Casa Legislativa, o empresário Jefferson Colombo, dono da empresa Apporti Soluções em Tecnologia, foi preso preventivamente. O advogado dele, Francisco Ferreira, confirmou a informação e disse que não iria se manifestar.

 

Em uma das denúncias da fase anterior da Operação Alcatraz, Jefferson Colombo foi apontado como operador financeiro de Garcia no esquema. O empresário que era genro da ex-mulher do deputado.

 

Nesta terça-feira, a segunda fase da operação cumpre 34 mandados de busca e apreensão, 11 mandados de prisão preventiva e nove de prisão temporária. As ações acontecem em Florianópolis, Joinville, no Norte e Xanxerê, no Oeste.

 

O foco desta fase, batizada de "Hemorragia", envolve contratos firmados pelas secretarias estaduais, empresários do ramo de tecnologia e servidores públicos.

 

Segundo a PF, contratações de serviços eram feitas sem cotação prévia de preços, ou ainda, instruídos com orçamentos apresentados por empresas que possuíam relacionamento societário ou comercial entre elas.

 

A polícia afirmou ter identificado pagamentos irregulares que ultrapassam R$ 500 milhões. O Ministério Público participa das investigações.

Além dos mandados de busca, foram deferidas medidas cautelares como afastamento da função pública, proibição de contato com outros investigados e de se ausentar do país, e bloqueio de patrimônio dos investigados em valores que variam entre R$ 928 mil e R$ 37 milhões.

 

A assessoria do deputado Júlio Garcia informou que não vai se manifestar. 


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