Polícia Federal diz não ter encontrado elementos contra Moisés em investigação sobre respiradores

Governador afastado é alvo de processo de impeachment por causa dos respiradores e nega responsabilidade na aquisição dos aparelhos

Por Oeste Mais

28/10/2020 07h35 - Atualizado em 28/10/2020 07h37



Governador afastado de SC, Carlos Moisés (Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom/Divulgação)

A Polícia Federal afirmou nesta terça-feira, dia 27, que não encontrou elementos para incriminar o governador afastado de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), na compra dos 200 respiradores pelo governo catarinense por R$ 33 milhões com dispensa de licitação. Além de Moisés, dois ex-integrantes do governo foram alvos da operação da polícia. A defesa do governador afastado informou que não vai se manifestar sobre a afirmação da PF.

 

Moisés nega envolvimento na compra dos aparelhos. Ele também é alvo de processo de impeachment por causa da aquisição desses equipamentos. Moisés foi afastado do governo catarinense nesta terça-feira porque foi aceita uma denúncia contra ele em outro pedido de impeachment, relacionado ao aumento salarial dado aos procuradores de Santa Catarina.

 

Em junho, a Justiça de Santa Catarina decidiu encaminhar o processo da Operação O2, que investiga a compra dos respiradores, para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão foi tomada por considerar uma possível participação de Carlos Moisés. A Constituição Federal prevê que pessoas com foro privilegiado, como governadores, devem ser processados e julgados pelo STJ. Por isso, a investigação ficou com a PF em Brasília.

 

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF) cumpriram em 30 de setembro mandado de busca e apreensão na Casa da Agronômica, onde mora Carlos Moisés, em Florianópolis, e também no Centro Administrativo do Governo.

 

Segundo a PF, cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos no estado. Os mandados foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e foram necessários, segundo o MPF, para apurar a relação de Carlos Moisés com empresários que venderam aparelhos ao estado.

 

Equipamentos não foram entregues

 

Os respiradores foram comprados em março pelo governo com pagamento antecipado e sem garantia de entrega. Apenas 50 dos 200 respiradores chegaram a Santa Catarina, mas foram confiscados pela Receita Federal por irregularidades na documentação antes de serem entregues ao estado.

 

Segundo pedido de impeachment

 

O segundo pedido de impeachment contra Carlos Moisés trata da compra dos respiradores. Nesta terça, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) escolheu em votação os cinco deputados que farão parte do tribunal especial de julgamento do pedido. Foram selecionados os parlamentares Valdir Cobalchini (MDB), Fabiano da Luz (PT), José Milton Scheffer (PP), Marcos Vieira (PSDB) e Laércio Schuster (PSB).

Com informações do G1


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