Candidato a vereador em SC conhecido por suástica na piscina será expulso do partido, diz PL

Legenda disse que irá fazer desligamento de Professor Wander 'por não compactuar ideologicamente com o filiado'

Por Oeste Mais

09/10/2020 15h27



Imagem da suástica foi encontrada na propriedade do professor (Foto: Polícia Civil)

O candidato a vereador em Pomerode Wandercy Antonio Pugliesi, que ficou conhecido por manter uma piscina com uma suástica nazista em casa, será expulso do partido, segundo informou o Partido Liberal (PL). A decisão foi anunciada pela legenda na tarde de quinta-feira, dia 8.

 

Em nota, o partido em Santa Catarina disse que desconhecia a filiação do candidato. Segundo o PL, a legenda irá desfiliá-lo “por não compactuar ideologicamente com o filiado”. Pela legislação eleitoral, a filiação partidária é uma condição para que alguém possa ser registrado para concorrer nas eleições. Se o candidato, de fato, for expulso, não poderá ser eleito.

 

Inscrito no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como Professor Wander, Pugliesi lecionou história em escolas do Ensino Médio de Santa Catarina durante anos. Em 1998, a pedido do Ministério Público Federal (MPF), livros e materiais com suásticas do professor foram apreendidos pela Polícia Federal. De acordo com a NSC, ele não foi condenado criminalmente.

 

Em 2014, uma foto da piscina com a suástica foi feita por policiais civis que atendiam uma ocorrência em Pomerode, no Vale do Itajaí. Na época, Pugliesi não chegou a ser denunciado já que a polícia considerou que ele não fazia propaganda nazista ao manter o símbolo dentro de casa.

 

De acordo com o Sistema da Justiça Eleitoral, o professor, de 58 anos, se filiou ao PL em 31 de março deste ano. Já o edital de candidatura em que consta o nome de Pugliesi foi protocolado em 28 de setembro, na 55º Zona Eleitoral.

 

Decisão

 

O deputado estadual Ivan Naatz, que é presidente do PL em Santa Catarina, disse que a decisão pelo desligamento do professor da sigla partiu da executiva nacional do partido.

 

“Não houve nenhuma participação do regional aqui. Foi uma decisão exclusivamente da executiva nacional e que tomou um vulto muito grande. Meu telefone está entupido de pedidos de informação a respeito disso”, disse o parlamentar na tarde de quinta-feira.

Com informações do G1


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