'Busca e apreensão desnecessária e injustificada', diz governador de SC sobre operação policial

Carlos Moisés negou envolvimento em suposta fraude na compra dos respiradores

Por Oeste Mais

01/10/2020 08h44 - Atualizado em 01/10/2020 08h44



O governador Carlos Moisés (PSL) afirmou nesta quarta-feira, dia 30, que vê como "desnecessária e injustificada" as buscas e apreensões realizadas nesta quarta-feira na Casa da Agronômica — onde mora, e no Centro Administrativo do governo do estado em Florianópolis durante operação Pleumon, em ação conjunta da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF).

 

Moisés também negou envolvimento na suposta fraude na compra dos 200 respiradores que custaram R$ 33 milhões pagos antecipadamente pelo governo sem licitação, da qual é alvo de investigação.

 

"O que houve na residência oficial do governador, na nossa avaliação, é uma busca e apreensão desnecessária e injustificada. [...] Tem dois meses, pelo menos, que oferecemos à Justiça, ao Superior Tribunal de Justiça, documento, materiais, equipamentos, enfim, peticionamos inclusive isso em juízo para que fosse acessado de forma muito tranquila e transparente, objetivando o esclarecimento dos fatos. Na nossa avaliação, não há nenhum fato novo que motive essa busca e apreensão", disse Moisés em coletiva.

 

Cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos no estado. Além do governador, dois ex-integrantes do governo são alvo da operação deflagrada pela Polícia Federal e a Procuradoria Geral da República. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos na casa dos três investigados, no gabinete do governador e na Casa Civil, no Centro Administrativo do governo.

 

Entre os itens apreendidos estão um celular e computador do governador, além de imagens de câmeras de videomonitoramento. Os agentes procuraram por mensagens trocadas relacionadas à compra dos respiradores. A investigação está sob sigilo e a Polícia Federal e o MPF não divulgaram detalhes sobre a operação na tarde desta quarta-feira.

 

A compra dos respiradores sem licitação também foi motivo de um pedido de impeachment de Carlos Moisés - ainda sem data para ser julgado - aberto na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. O pedido se justifica, ainda, pelo processo de contratação do hospital de campanha de Itajaí, que acabou cancelada.

Com informações do G1


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