Avaliação do governo Bolsonaro é positiva para 32% e negativa para 43%, mostra CNT/MDA

Levantamento mostra que aprovação do desempenho pessoal do presidente chegou a 39%, o menor patamar já registrado na atual administração

Por Oeste Mais

12/05/2020 14h07 - Atualizado em 12/05/2020 14h07


O percentual de eleitores que consideram o atual governo ótimo ou bom oscilou negativamente de 35% em janeiro para atuais 32%, segundo pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira, dia 12. Já os que avaliam a administração como ruim ou péssima saltou de 31% para 43% durante o período.

 

A piora na avaliação de Bolsonaro coincide com uma drástica reversão nas expectativas dos eleitores sobre o mercado de trabalho no país e a própria renda. Para 68%, a situação do emprego vai piorar – uma alta de 49 p.p. em comparação com janeiro. Já os que acreditavam em melhora caíram de 43% para 15%.



O levantamento também mostra que chegou ao menor patamar nominal o grupo eleitores que aprovam o desempenho pessoal de Bolsonaro: 39%, um recuo de 9 pontos percentuais em comparação com quatro meses atrás e 2 p.p. abaixo da mínima de agosto do ano passado.

 

Por outro lado, a desaprovação da atuação do presidente saltou 8 p.p. nos mesmos quatro meses, para 55%. A marca é superior em 1 p.p. a atingida em agosto.



Quanto ao combate à Covid-19, a pesquisa revela que 52% dos eleitores aprovam a atuação do governo federal, enquanto 42% desaprovam. O saldo de Bolsonaro é pior do que o de governadores estaduais, que têm medidas aprovadas por 69% dos entrevistados e reprovadas por 27%.

 

Para 67% dos entrevistados, o isolamento social, medida criticada por Bolsonaro, deve ser praticado por todos, independentemente de ser ou não do grupo de risco. Outros 29% apoiam o chamado isolamento vertical, com a restrição do isolamento a idosos e a pessoas com doenças crônicas – posição defendida pelo presidente.

 

Política

 

O levantamento também mostra uma preocupação do eleitorado sobre o combate à corrupção depois da demissão do ex-juiz Sérgio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública e às acusações de possível interferência de Bolsonaro sobre a autonomia da Polícia Federal.

 

Para 40% dos entrevistados, o combate à corrupção piorará depois da saída do ex-juiz da Operação Lava-Jato do governo. Outros 40% acreditam que a situação continuará como está, ao passo que 12% esperam uma melhora.

 

Quanto às recentes manifestações contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, 52% dos entrevistados se posicionaram contra e 29% a favor. Outros 11% responderam não estar em nenhum dos lados e 9% não souberam ou não quiseram opinar.

 

A pesquisa contou com 2.002 entrevistas telefônicas, realizadas entre 7 e 10 de maio. A margem máxima de erro é de 2,2 pontos percentuais. O nível de confiança é de 95%.

Com informações do Infomoney

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