Secretário nacional da Cultura é demitido após fazer discurso semelhante do ministro da Propaganda de Hitler

Presidente da República afirmou que a permanência de Alvim no governo ficou "insustentável"

Por Oeste Mais

17/01/2020 13h49 - Atualizado em 17/04/2020 14h39



O presidente Jair Bolsonaro exonerou nesta sexta-feira, dia 17, o secretário nacional da Cultura, Roberto Alvim, que fez um discurso no qual usou frases semelhantes às usadas por Joseph Goebbels, ministro da Propaganda de Adolf Hitler durante o governo nazista. Goebbels era antissemita radical e foi um dos idealizadores do nazismo.

 

Assim como Goebbels havia afirmado em meados do século XX que a "arte alemã da próxima década será heroica” e “imperativa”, Alvim afirmou que a “arte brasileira da próxima década será heroica” e “imperativa”.

 

Em nota, Bolsonaro afirmou que a permanência de Alvim no governo ficou "insustentável".

 

O presidente disse ainda que repudia ideologias "totalitárias e genocidas".

 

Em seu esclarecimento no Facebook sobre as declarações semelhantes às de Goebbels, Roberto Alvim afirmou que "o trecho fala de uma arte heroica e profundamente vinculada às aspirações do povo brasileiro". "Não há nada de errado com a frase", argumentou.

 

"Todo o discurso foi baseado num ideal nacionalista para a Arte brasileira, e houve uma coincidência com UMA frase de um discurso de Goebbles... Não o citei e JAMAIS o faria. Foi, como eu disse, uma coincidência retórica. Mas a frase em si é perfeita: heroísmo e aspirações do povo. É o que queremos ver na Arte nacional", disse Alvim.

Alvim (à esquerda) fez discurso parecido Goebbels (à direita)

Compare os discursos:

 

Roberto Alvim:

 

“A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional, será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional, e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes do nosso povo – ou então não será nada”.

 

Joseph Goebbels:

 

“A arte alemã da próxima década será heroica, será ferreamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande páthos e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada".

Com informações do G1


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