Deputado defende que número de 36 ADRs seja reduzido a seis em SC

Dirceu Dresch acredita que modelo com menos agências é o mais adequado

Por Oeste Mais

06/07/2017 11h00 - Atualizado em 17/04/2020 14h39



Dirceu Dresch sugere redução drástica no número de ADRs (Foto: Divulgação)

O deputado estadual Dirceu Dresch, líder da Bancada do PT na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, defende a redução drásticas das  Agências de Desenvolvimento Regional (ADR) de 36 para apenas seis ou sete, uma para cada região do estado.

 

"É um espaço eleitoreiro, para abrigar apoiadores que perderam a eleição. Há anos mostramos que o custo para manter essas estruturas é maior que os investimentos feitos. Também nunca houve estímulo ao desenvolvimento. Regiões pobres continuaram pobres. O fluxo de pessoas para o litoral também continua", avalia o parlamentar.

 

Para ele, as ADRs não conseguem cumprir um papel de pensar e executar um projeto de desenvolvimento inclusivo e econômico. "Nunca se descentralizou o poder. Sem autonomia financeira ou poder de decisão,  prefeitos e lideranças  continuam vindo à capital para tratar das suas demandas. São mais de 1.600 funcionários e uma despesa superior a R$ 440 milhões.  Esse investimento vale a pena?  Tenho convicção de que não vale", reclama.

 

Apesar da crítica ao atual modelo, Dresch defende a descentralização  da gestão estadual. Porém, em apenas seis ou sete  estruturas, uma em cada macrorregião. "É preciso mudar. O que tem hoje não é admissível. É muito dinheiro indo pelo ralo, só em aluguel das sedes das 36 ADRs  são quase R$ 6 milhões. É preciso um novo modelo, mais enxuto, que dê conta das questões do desenvolvimento regional de fato e não um faz de conta com viés apenas eleitoreiro", opina.

 

Extinção das ADRs

 

Dois projetos de lei que visam  extinguir as 36  Agências de Desenvolvimento Regional tramitam na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Conforme o deputado, as propostas são uma oportunidade para o Legislativo debater o modelo da descentralização no estado. "O governo do estado prometeu redução de custo e de pessoal quando transformou as Secretarias de Desenvolvimento Regional em ADRs. Nada disso aconteceu, os custos aumentaram e a ineficiência também. Se o governo não dá conta, quem sabe o Legislativo possa ser protagonista de uma proposta eficiente e republicada, que de fato gere um modelo de desenvolvimento com descentralização de poder".

 

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