Veneno de sapo comercializado como vacina é apreendido pelo Ibama no Oeste catarinense

toxina é produzida por rãs kambô e tem efeitos alucinógenos, que podem causar a morte

Por Oeste Mais

15/11/2019 11:51 - Atualizado em 15/11/2019 11:51



Veneno tem efeitos alucinógenos que podem levar a morte (Foto: Ibama)

No último sábado, dia 9, agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Polícia Militar Ambiental de Santa Catarina apreenderam veneno de sapo, que era vendido como vacina em Concórdia. A toxina é produzida por rãs kambô (Phyllomedusa bicolor) e tem efeitos alucinógenos, que podem causar a morte.

 

Conformes informações do Ibama, povos originários da Amazônia, como os Katukinas e os Huni Kuin, usam a toxina kambô em práticas ancestrais, mas a aplicação por não indígenas representa um sério risco à saúde. O comércio ilegal também ameaça a sobrevivência da espécie, que se tornou visada por traficantes de fauna silvestre.

 

O principal alvo da investigação que resultou na Operação Kambô II, em Concórdia é um homem morador de Cruzeiro do Sul, no Acre, Norte do país, acusado de ofertar, obter, transportar, comercializar e tentar aplicar a substância. Essas condutas são proibidas pela legislação ambiental e puníveis com multa e apreensão.

 

O investigado teve suas atividades impedidas pelo Ibama. Com ele também foram encontrados objetos feitos com partes de animais silvestres, como ossos, dentes, penas e couro.

Com informações do ClicRDC


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