Prefeito de Florianópolis é preso em operação da Polícia Federal

Trabalho visa combater a prática de organização criminosa que violava o sigilo de operações policiais em SC

Por Oeste Mais

18/06/2019 11:00 - Atualizado em 18/06/2019 11:15



(Foto: Betina Humeres/Diário Catarinense)

O prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, foi preso na manhã desta terça-feira, dia 18, durante a Operação Chabu, da Polícia Federal, deflagrada em combate à prática de uma organização que violava o sigilo de operações policiais em Santa Catarina.

 

O prefeito e uma comitiva eram esperados na inauguração da Via Expressa, mas a visita acabou não ocorrendo e toda a agenda de Gean foi cancelada.

 

Em nota, a Prefeitura de Florianópolis disse que o prefeito concordou em prestar todas as informações necessárias e prestará depoimento na Polícia Federal.

 

Afirmou ainda que a suposta relação entre o prefeito e os envolvidos não teria nenhuma ligação com eventuais atos. "As informações preliminares dão conta de que não há nenhum ato ou desvio de recursos públicos relacionados à prefeitura", apontou a nota.

 

Outro detido na operação é o delegado Fernando Caieron, da Polícia Federal em Florianópolis. Segundo a Polícia Federal, ele é suspeito de atrapalhar a investigação contra uma organização criminosa.

 

Os agentes federais prenderam também o ex-secretário da Casa Civil, Luciano Veloso Lima. Entre os 30 mandados expedidos pelo TRF 4, em Porto Alegre, há 23 de busca e apreensão.

 

Operação Chabu

 

Após análises dos materiais apreendidos durante a Operação Eclipse, deflagrada em agosto de 2018, a Polícia Federal apurou que a organização criminosa construiu uma rede composta por um núcleo político, empresários, e servidores da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal lotados em órgão de inteligência e investigação. O objetivo era embaraçar investigações policiais e proteger o núcleo político em troca de vantagens financeiras e políticas.

 

Durante as investigações foram apuradas várias práticas ilícitas, com destaque para o vazamento sistemático de informações a respeito de operações policiais a serem deflagradas até o contrabando de equipamentos contra inteligência para montar “salas seguras” a prova de monitoramento em órgãos públicos e empresas.

 

As provas obtidas durante as investigações apontam a prática de crimes de associação criminosa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, tráfico de influência, corrupção ativa, além da tentativa de interferir em investigação penal que envolva organização criminosa.

 

O nome dado à operação, Chabu, significa dar problema, dar errado, falha no sistema, e é usado comumente em festas juninas, quando os fogos de artifício falham. Segundo a Polícia Federal, o termo era empregado por alguns dos investigados para avisar da existência de operações policiais que viriam a acontecer.

Com informações do ND Mais e Diário Catarinense


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